Muito do pouco X Pouco do muito

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Estava lendo um post no blog da Dani e me peguei pensando nos espaços que as pessoas ocupam em nossas vidas e nos permitem ocupar nas delas.

Algumas pessoas nos reservam um "lugar" privilegiado em suas vidas, nos dão importância, atenção, tempo e tudo mais de que dispuserem, mas simplesmente não nos marcam. Sabe aqueles filmes "água-com-açúcar" que te divertem, até te fazem chorar, mas ao fim, vc já não lembra direito o nome?

Outras pessoas nos oferecem momentos fugazes, pequenas frestas por onde podemos ver partes mal-iluminadas, por onde podemos tentar entrar meio espremidas. Mas aquele pouco oferecido faz toda a diferença, marca, instiga, transforma.

Normal isso causar certa frustração, se aquele pouco já te parece tão impactante, natural a vontade de ter mais, de ver mais, de ser mais. Além disso, não é nada lisonjeiro perceber que alguém simplesmente não te elegeu o "dono" daquela mesa com a plaquinha de "reservado".

Quando a relação é de amizade, há a doce possibilidade de viver e conviver com tudo, com todos. Ficar à vontade em salas arejadas, iluminadas, embora meio vazias, espremer-se em cubículos meio obscuros, que te causam certa falta de ar e taquicardia com tanta informações, sensações, incertezas.

Entretanto, quando a relação é "amorosa" (na falta de um termo mais adequado), ainda que a pessoa não seja lá muito fã de monogamia, acaba definindo prioridades, elencando preferências e, no caso, preferidos. Eis que surge a questão: Contentar-se com o muito do pouco ou aceitar o pouco do muito?

Não espera que eu responda, não é? Até acho que não há uma resposta determinada pra essa pergunta. Acho que as pessoas vão decidindo caso a caso, e deixando o tempo confirmar se a escolha foi boa ou não. Na verdade, talvez, nem sejamos nós que decidamos essas coisas, mas isso já é assunto pra outro dia...

3 comentários:

a má estrela disse...

ja tinha escrito um comentario enormeeeee,mas resolvi me resumir nesse: desejo nada menos que o muito do muito,ou no minimo,algo que seja equivalente ao que posso oferecer.Sinto que a chave do problema muitas vezes seja o fato das pessoas esperarem atenção,carinho,afeto de forma gratuita,não! Que façam por merecer,como disse amelie certa vez,não sou bengala de ninguem... rs
Que me perdoem todos,mas comigo assim que se passa,"alem do bem e do mal" rs

Ainda no contexto da filosofia transcedental ameliana(hehe),repito algo que ela me desejou que achei tão meigo: espero que tenha tido hj um simples "alegre despertar"

até mais besos

Melia Azedarach L. disse...

"Acho que as pessoas vão decidindo caso a caso, e deixando o tempo confirmar se a escolha foi boa ou não."
Tenho pensando nisso, nas escolhas que tenho, se vale mesmo a pena certos sacrificios, certas "auto-perdas" e se realmente vale tudo isso por tão pouco em troca.
Então creio que a cada dia encontro um pedaço da minha resposta, como um grande quebra-cabeça e vou montando e refletindo com calma, estou frente a uma enorme mesa cheia de peças, brigando e brincando com as mesmas, tentando encontrar minhas respostas.

É querida, me fez refletir mais ainda nesse instante.
Beijão!

Ana Karenina disse...

bom estou eu aqui de novo com meu comentário sempre prolixo rs enfim lá vai:

atualmente eu já não sou tão exigente e quero inicialmente o pouco do muito e vou conquistando aos poucos os outros espaços. neste aspecto sou menos gulosa, não querendo cobrar demais para não ser cobrada demais depois.

essa coisa de darmos mais importancia as vezes a pessoas que não nos dão tanta atenção e de não sentirmos muito aos que se dedicam mais a nós é coisa que se explica pela afinidade, nem sempre o doar-se é suficiente para a reciprocidade e talvez lá no íntimo nós gostamos e reparamos mais as coisas mais dificeis de conquistar, não damos muito valor as coisas muito fáceis, aquele cliche: "vem vai fácil, vai fácil" alguns podem usar.

eu penso que a nossa tendência é ou se conformar com o "muito pouco" ou querer sempre o "muito". quem escolhe sempre o muito, tende a sofrer e lutar mais, vive a vida "buscando" já o que se conforma com o "muito pouco" vive a vida "mantendo" o pouco que se tem. são verbos diferentes, cada um pode adotar um ou outro para cada segmento da vida ou passar a vida inteira seguindo um verbo só.

eu prefiro a mistura, prefiro o café com leite, o queijo com goiabada, o pão com manteiga...é a mistura que faz a vida ter mais sabor, tendo-se muito ou pouco, eu prefiro o "ter" sempre e o "ser" sempre consumista das coisas boas da vida. rs é isso, bjs