P.S.2: Hoje tive mais uma grata surpresa. "Respeitável Público", um afago que dei ao querido amigo Tossan, foi publicado em www.goldinnatura.blogspot.com/2010/02/respeitavel-publico.html.
Ideologia
P.S.2: Hoje tive mais uma grata surpresa. "Respeitável Público", um afago que dei ao querido amigo Tossan, foi publicado em www.goldinnatura.blogspot.com/2010/02/respeitavel-publico.html.
Recados
P.S.: Há algum tempo atrás vi essa foto no blog da Kaká (http://kakabullon.blogspot.com/) e simplesmente fiquei apaixonada. Pedi pra copiar e ela que, além de talentosa (como fotógrafa e blogueira), é generosa, de pronto aceitou. Guardei a foto por muito tempo, esperando que as palavras surgissem pra acompanhá-la. Hoje elas (as palavras) apareceram sem aviso prévio e aqui estão. Palavras e imagem. Espero que vc goste, querida Kaká.
Meu processo criativo
Acontece sempre do mesmo jeito. A vontade aparece sem avisos ou preparativos, muito menos espera o lugar adequado. O quarto, o banheiro, qualquer lugar serve quando ela surge feito onda que se forma no horizonte e vem se aproximando, crescendo e tomando força, arrebatando o que encontrar pela frente, até lamber a brancura da areia.
Chegada a hora, é só relaxar e deixar a natureza agir. Meus dedos, já hábeis depois de tantos anos da mesma brincadeira safada, sabem exatamente como exteriorizar o que meu desejo ordena. No início, cautelosos, eles vão tateando o território, colocando lenha por lenha até transformar fogueria em incêndio. Em alguns minutos, eles (os dedos) antes dolentes, pacientes, já estão num ritmo frenético, intenso, enlouquecido.
Não tenho como negar que curto cada fase dessa dança solitária. Sinto um prazer enorme ao me aventurar em meus próprios domínios. Aliás, a palavra domínio não tem nada a ver com o assunto. Naquele momento, justamente porque é uma relação que não envolve mais de um, cai por terra qualquer vestígio da costumeira necessidade de subjugar, de convencer, de deter em minhas mãos o poder sobre a vontade do outro. Nesse momento, somos só eu, o meu desejo e o meu prazer.
Aliás, apesar de ser essencialmente um processo solitário, são esses momentos de intimidade comigo mesma que me possibilitam lidar melhor com o outro. É me conhecendo, desvendando parte dos meus mistérios, que eu vou tornando mais despudorada a minha relação com as outras pessoas. É isso. Uma coisa não exclui a outra. Estar comigo mesma não diminui a sede que tenho do outro. Muito pelo contrário, cada pequena parte que descubro de mim me faz ter mais vontade de externar tal descoberta, testar esse novo prazer no mundo lá fora.
Tudo isso vai passando veloz pela minha cabeça que, entretanto, permanece estranhamente anestesiada. Esse não é em nada um processo racional. É instinto, é força, é criação. Recriação de meus limites, tabus, sensações. Pela intensidade dos movimentos, todo meu corpo pressente que é chegado o momento do desfecho.
Explosão. Prazer. Intenso, profundo, inexplicável.
Depois, só o silêncio, calmaria. Toma conta de mim um entorpecimento, uma sensação agradável de ar puro oxigenando minhas entranhas. Depois que transborda tudo aquilo que me consumia, o que me resta é conforto, é espaço aberto. Espaço aberto pra um mundo inteiro que há la fora, porta escancarada pra eu me lotar novamente de emoções, fúria, ímpetos. Aquelas palavras que antes eclodiam dentro de mim, agora jazem vitoriosas nas linhas tortas do papel que será guardado naquela primeira gaveta à esquerda de quem chega.
Levanto num pulo, novamente pronta pra viver e conviver, pra absorver e ser absorvida. Vai começar tudo denovo, até que daqui a pouco eu esteja novamente vazando de desejo e deixe que toda essa intensidade ganhe vida, transborde de mim e se transforme em mais um texto que povoará um outro papel, com outras linhas e que será guardado em outra gaveta.
Gente que gosta de gente
Há pouco mais de um ano eu vejo minha mãe sofrendo as consequências de ter uma parte do corpo que não consegue mais cumprir suas funções. Ela adoeceu e, de certa forma, a família inteira adoeceu também.
Todos os dias milhares de pessoas vivem essa mesma angústia. Acontece que muitas delas não encontram um doador na família e precisam esperar um doador cadáver. A espera pode durar anos. Anos de agonia, incerteza, impotência. Sei que o poder público não está preparado para fazer transplantes num número capaz de reduzir drasticamente a fila, sei que muitos hospitais não estão prontos pra fazer a captação de órgãos, mas sei também que um único doador pode fazer toda a diferença pra algumas pessoas. Muitas vezes há toda uma estrutura, mas ainda sim as pessoas dizem não. É compreensível. A hora da morte é um momento em que estamos focados na nossa própria dor, não é um momento de reflexão, de benevolência. Por isso, só diz sim quem o faz por ter a certeza de que essa seria a vontade daquele que se foi. Portanto, é preciso que a pessoa que deseja ser doador deixe bem clara sua vontade a seus familiares e amigos. É preciso escolher a vida enquanto há vida.
Eu nunca tive dúvidas quanto ao assunto. Sempre achei natural doar meus órgãos. Não por generosidade ou questões morais, mas por lógica mesmo. Acho que cada um de nós faz parte de um todo harmônico. O corpo que eu uso hoje um dia não me servirá pra nada. Nada mais natural do que o devolver pra continuar sendo útil, pra continuar vivo. Até porque a outra alternativa seria virar comida de minhoca e convenhamos que essa ideia não é nada agradável. Enfim, desde que tive idade pra decidir, defini que EU seria doadora ao morrer, mas nunca me preocupei com os outros. Não tenho o costume de levantar bandeiras. Acho que cada um deve tomar suas próprias decisões, usando seus critérios de escolha individuais.
Acontece que agora que o transplante de minha mãe foi marcado, olho pra trás e vejo o quanto foi difícil esperar que todos os exames ficassem prontos, a angústia de ver alguém que você ama esperando pra poder voltar a viver normalmente, a sensação de impotência, daí penso o quanto deve ser torturante ficar numa fila esperando um órgão. Hoje penso que se todo mundo convivesse com alguém que espera por um transplante, não haveria não doadores. Só que a maioria das pessoas, felizmente, não vai ter essa experiência. E eu tive. Portanto, o máximo que posso fazer, é pedir às pessoas que pensem no assunto e deixem clara sua intenção de ser doador, para que no momento de sua morte, seus familiares não tenham dúvidas.
P.S.: No dia 7 de julho vou doar um rim pra minha mãe. Não é um ato de abnegação. Na verdade, só estou devolvendo um pouco do que ela me deu. Vida e amor. Aos amigos, peço que, se puderem, também escrevam sobre o assunto em seus blogs. Talvez esse pequeno gesto possa fazer a diferença na vida de alguém. Dou notícias quando sair do hospital.
P.S.2: Não é à toa que escolhi esse vídeo pra acompanhar o post.
Banho de chuva
Escutei tua chegada. Fingi que nada havia acontecido. Eu sabia o domínio que exercias sobre mim. Sabia também que não poderia resistir por muito tempo. Mas havia uma chance. Tua natureza passageira poderia te fazer partir logo. Antes que me convencesses a te ouvir, a me ouvir. Isso não aconteceu. Não a tempo.
Tu já estavas próximo o bastante pra me fazer ouvir com clareza o teu convite. Chamava-me pra dançar a tua música, no compasso ritmado, em que, naquele momento, já pulsava meu corpo. Senti teu cheiro e todos os efeitos que ele causava em mim. Ainda tentei controlar, mas era tarde. Eu já sabia o que aconteceria a seguir.
Levantei-me e caminhei em tua direção. A cada passo, despia-me mais um pouco. Percorri a distância que nos separava, deixando pra trás um caminho de vestes jogadas ao chão. Entreguei-me plenamente desnuda.
Nua, pude sentir o prazer de tuas carícias. Deixei que percorresses todo meu corpo. Libertando-me de tudo que eu havia sido. Lavando a pele, renovaste a alma. As pernas afastadas uma da outra faziam com que eu te sentisse entre as coxas. A boca aberta permitia que eu provasse teu gosto de vida. Gosto pela vida. Gozo pela vida.
Aos poucos, senti acalmarem-se teus murmúrios e abrandar-se a força do teu toque. Eu já sabia exatamente o que aconteceria a seguir. Era naturalmente inevitável. As tempestades sempre tranformam-se em chuva fina até... secar.
Após sentir que já tinhas ido. Voltei pelo caminho de roupas que eu havia traçado. Vesti-me com o corpo ainda molhado pra manter por mais tempo o frescor que deixaste em mim.
Com um sorriso mudo nos lábios, pensei antes de adormecer. Aquela tempestade se foi, outras virão e eu, apesar do frio e dos riscos, continuarei sempre disposta a um bom banho de chuva.
Smile
Já vi esse vídeo uma dezena de vezes. As reações são as mais diversas. Sorrisos, lágrimas, uma certa nostalgia, uma pueril alegria. Tudo depende das minhas constantes oscilações. Mas algo repetiu-se todas as vezes. Os vídeos de Chaplin me fazem sentir uma profunda ternura. As letras de Chaplin me trazem uma sensação de extrema familiaridade.
P.S.: Smile é uma de minhas músicas favoritas. Especialmente na voz de Madeleine Peyroux.
Post de segunda
- O que você quer?
É, acho que essa foi a frase da semana (passada). Não pensem que não atentei para o fato de que é uma frase interrogativa. A minha frase da semana é uma pergunta, e mais, uma pergunta que não foi feita por mim. Foi feita para mim. Então, minha frase da semana não é minha. Não fui eu que formulei. Ah, pára com isso, não é? Não vamos entrar nessas questões agora.
O assunto em questão é: O que eu quero?
Eu quero tantas coisas:
- Quero que as pessoas criem menos problemas pra si mesmas, pra mim, pro mundo.
- Quero que eu crie menos problemas pra mim mesma, pros outros, pro mundo.
- Quero que o Bush vá ver se o Bin Laden está na esquina.
- Quero parar de tropeçar em fios (é sério... acredita que eu fui entregar um certificado num evento e tropecei, de novo, no fio do data show? é, eu fiz isso, num auditório lotado... rs).
- Quero esquecer umas coisas e, principalmente, lembrar de muitas outras (como, por exemplo, onde deixei os óculos ou o celular... argh...).
- Quero que as pessoas não morram, não quando ainda há tanta vida.
- Quero me sentir menos impotente diante do inevitável.
- Quero ser mais disciplinada, mais organizada, mais responsável.
- Quero que as pessoas sejam menos complicadas, menos obscuras, menos pesadas.
- Aff... Essa lista não tem fim (felizmente).
Eu não quero coisas mais específicas? Não faço planos concretos?
Sim. Sim. Mas o fato é que... Bom, como eu disse, vivo tropeçando em fios. Vamos combinar que olhar pro horizonte é mais atraente que ficar olhando pro chão. Já sei, já sei, pra chegar ao horizonte, há que se caminhar até lá, e ficar tropeçando torna o caminho mais demorado (pra não falar das outras conseqüências).
É, talvez eu devesse mesmo me preocupar mais com cada passo e menos com a viagem (melia, aposto que sacou o duplo sentido...rs). Talvez eu devesse sempre me questionar o que quero a cada segundo. Isso, certamente, resolveria alguns conflitos com os outros, evitaria até alguns conflitos comigo mesma. Mas será que se fosse assim, eu ainda seria eu? Não sei.
Confesso que acho que os nossos "defeitos" nos definem tanto quanto nossas qualidades. O grande lance é perceber até que ponto vale à pena nós nos apegarmos a nós mesmos.
Viajei, não é? O que você esperava de um post de segunda? rs
Quebraram minha cabeça
Calma, calma, não vou me aprofundar nessas questões, afinal hoje é segunda-feira, não é um dia muito propício pra minha filosofia de botequim... rs.
Voltando ao assunto, as respostas de vcs me deram uma idéia, fazer uma colagem, um mosaico composto de fragmentos de mim, ou seria melhor dizer fragmentos de vcs? rs...
O fato é que, de repente, percebi que vcs tinham me dado um quebra-cabeça e não me "fiz de rogada" (essa é da lista "expressões da vovó"... rs), aceitei a brincadeira, eis o resultado...
Violeta da colina
Uma mulher
como outra qualquer do planeta
que ri quando deve chorar
que mistura a dor e a alegria
e possui a estranha mania
de ter fé na vida
Começar de novo...
Uma garota
que tem medo do escuro
que tem medo do inseguro
dos fantasma da sua voz
E contar comigo...
Controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez
Sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Sozinha
Tudo parece maior
Vai valer à pena ter amanhecido.
Sonho semeando o mundo real
Vem andar e voa
Trazida por um simples torcer do destino
P.S.: Não pensem que esqueci das músicas que falam sobre vcs. Aliás, essa foi a parte mais interessante da brincadeira... rs.
Palavras, brincadeiras e tesouras
Na infância, sempre foi muito nítida a minha pouca aptidão pra brincar de casinha. Não é nem que eu achasse chata aquela coisa de ficar ali horas trocando roupas de bonecas e arrumando a disposição dos móveis. Era uma questão mesmo de incompetência, minhas "filhas" não eram nunca as mais arrumadinhas e minha casa nem de longe agradava as outras meninas. Eu simplesmente ficava perdida ali entre roupinhas e "comidinhas" sem saber onde pôr as mãos e, principalmente, onde não pôr as mãos (já que eu sempre acabava derrubando alguma coisa).
Uma hora (na verdade, em minutos) eu acabava cansando de tudo aquilo e elas, as palavras, estavam sempre ali, à minha espera, prontas pra me usarem e se deixarem usar, sem qualquer pudor, sem qualquer cobrança. Daí, eu falava, falava, falava, e, por sorte minha, sempre havia alguém interessado em ouvir porque daquele jogo eu conhecia as ferramentas, sentia-me segura, adequada e era só relaxar e esperar o outro rebater pra continuar a brincadeira.
Aos poucos, fui aprendendo a lidar com a escrita. De repente, um papel em branco deixou de ser um desafio pra se tornar uma promessa. Antes, eu olhava toda aquele espaço vazio e sabia que tinha que fazer um desenho e sabia também que ninguém encontraria qualquer sentido e forma naquele amontoado de rabiscos estranhos. Mas, de repente, ensinaram-me a cobrir o nada com aquelas minhas queridas companheiras tão próximas, tão familiares. Desde então, nunca mais tive um papel (ainda que guardanapos amassados) nas mãos que, em minutos, não estivesse povoado pelos mais diversos pensamentos, sentimentos, devaneios... palavras.
Os anos foram passando e o interesse e afinidades só foram crescendo. Quis saber mais, conhecer melhor suas ferramentas, motivos e origens. A relação foi ficando menos ingênua, menos pueril, afinal tive que sair da redoma e "ganhar a vida" e elas, solidárias e fiéis, encararam a aventura sem qualquer exigência, sem nem reclamar a mudança de ares.
Bom, ainda hoje, estamos nós naquela brincadeira iniciada na infância, eu me utilizo delas com os mais variados objetivos e elas usam e abusam de tudo que sou, de tudo que estou, de tudo que eu nem supunha habitar dentro de mim. Não sei quem é carta, quem é jogador, não importa, aceito qualquer papel nessa brincadeira, de importante só o próximo lance.
P. S.: Já sei o que vc está pensando. Tem razão. Às vezes, muitas vezes, faltam-me as palavras. Na verdade, não são elas que se ausentam, sou eu que, como já disse, acho que quando é preciso escolher muito as palavras, melhor é não dizer nada. Nem sempre o "sentir" cabe em palavras, não sem ser reduzido, adaptado, cortado em pedaços. E eu, como vc pode supor, não tenho muita habilidade com tesouras.
Até a última noite
Eles surgiram na infância, eram estórias de seres monstruosos, disformes, bruxas que insistiam em não seguir o roteiro original e sempre acabavam vencendo as pobres princesas, que, por sua vez, não entendiam o que estava acontecendo. Cadê o príncipe? Nada de príncipes, nada de cavalos brancos, aliás nem sapos havia, afinal não eram sonhos cor-de-rosa.
O tempo passou, tão inesperadamente rápido, e ninguém lembrou de avisar aos meus invasivos companheiros noturnos que deviam ter ficado lá atrás, adormecidos, junto de minhas outras lembranças pueris.
Não, ninguém avisou, então, eles, os pesadelos, fizeram suas malas a cada vez que eu juntei todos os trapos e parti. É, eles nunca me deixaram partir sozinha, e não havia nada que eu fizesse que os convencesse de que não sou muito adepta a companheiros inseparáveis.
Hoje, continuo sentindo aquela angustiante sensação de ser personagem de uma estória que não posso controlar, fico ali, totalmente consciente, mas sem conseguir voltar ao silêncio tranqüilo de meu quarto escuro. Fico presa naquele mundo paralelo, sentindo um aperto, um desamparo que machuca, que desestrutura. Até que resolvem me expulsar, me mandarem de volta pra viver mais um pouco, ver mais um pouco, capturar mais imagens e pessoas que serão fragmentadas e misturadas para servirem de pano de fundo às cenas dos próximos capítulos.
Já passou o tempo do desepero, não há mais cama da mamãe pra me refugiar, nem adianta gritar, nem chorar, eles não vão deixar de voltar amanhã ou depois. Passado o tempo em que me debati, parei de lutar, deixo-me afundar até os recônditos de mim mesma, as profundezas da minha alma.
Sei que naqueles angustiantes momentos, estou em contato com tudo que a claridade do dia me permite ocultar, os mais íntimos medos, inconfessáveis desvios, vergonhosas fraquezas. Dói, dói profundamente, de um jeito estranho, sem definições e delimitações, mas deve haver o lado bom de poder nadar na minha própria lama. Até porque, por pior que as coisas estejam no meu "inferninho" particular, eu sempre volto à tona, e cada vez com mais vontade de respirar.
Enfim, sou uma sobrevivente do meu próprio caos, um ser que, a cada acordar, nasce do seu próprio ventre, com a certeza de que vai morrer logo adiante, mas com o alento de que cada manhã não é mais do que uma nova oportunidade e será sempre assim, até a última noite.
P.S.: Não pensem que eu detesto as noites, na verdade, muito pelo contrário, mas esse é um outro assunto...
Perdida entre roupas, encontro-me com palavras...
Bom, perdida entre roupas, papéis e providências, encontro-me aqui, entre palavras...
É, queridos, pé na estrada de novo. Não vou dizer que o "trânsito" em si seja um problema, realmente não é. Mas, neste ano, estou acumulando mais milhas do que comissária de bordo... rs... Desde o começo do ano, não faço nada além de controlar os efeitos de minha última viagem e minimizar os efeitos da próxima.
Mas, quer saber? Ficar sentada, olhando a vida pela janela não seria mesmo uma opção considerável. Então, só o que me resta é pagar o custo de ser eu mesma. Está bom, eu sei que essa foi meio piegas, mas não é verdade? A gente sempre tem o ônus de ser quem é, ou por ser como é, nada nessa vida traz só "bônus", ou traz?
Então, como pra chegar, é necessário partir, lá vou eu...
Até sexta-feira, queridos.
P.S.: Já ia esquecendo, obrigada pelos comentários ao post anterior. Não pretendo mesmo parar de escrever. Estava me referindo especificamente a ontem. Entendam como uma rápida "crise existencial", está bem?... rs...
Roteirista e personagem

É queridos, último fim de semana em casa antes de ir pro Rio pra uma bateria de consultas, exames, etc, etc, etc, portanto, até a ressaca tem uma certa "graça". Afinal, se sentir dor é algo inerente a estar vivo, inevitável e inadiável, antes as "dores de viver" (ressaca, dor de amor, decepção, arependimento) do que as dores de dente.
Fecho o post de domingo repetindo algo que acabei de escrever pro La, eu realmente gosto de escrever, mas viver é ainda melhor. É verdade, entre ser roteirista e personagem, fico com a última opção. Aliás, até parece que nós só podemos exercer um único papel nessa e(hi)stória. Entre as duas opções, fico com as duas e mais algumas, é claro... rs.
Quem sabe eu não toque?
Todo dia um ninguém José
Acorda já deitado
Todo dia ainda de pé
O Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer
Raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com fé
De quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa
Porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você
Não liga se é usada
Todo carnaval tem seu fim
Todo carnaval tem seu fim
E é o fim
É o fim
Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz
Toda banda tem um tarol
Quem sabe eu não toco?
Todo o samba tem um refrão
Pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem
Acorda já deitado
Toda folha elege um alguém
Que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz"
P.S.: Não sei de quem é a letra dessa música. Quanto à voz, ainda estou decidindo se gosto mais de Maria Rita ou Los Hermanos.
Sempre gostei dessa música, da letra, da melodia. Mas, hoje especialmente, ela diz muito do que estou sentindo.
Nunca fui do tipo Pollyanna (daquelas que acreditam que o mundo é cor-de-rosa com bolinhas brancas), vejo o que está acontecendo, toda dureza, hipocrisia, injustiça, cinismo. Também me irrito com a corrupção que assola esse país, com a guerra civil não admitida, com essa mania irritante de pôr a culpa no sistema sempre que não sabem resolver um problema, com as operadoras de telemarketing e seu gerundismo, com tantas outras coisas mais...
Mas, optei (nem sei se é uma questão de opção) por não deixar que morra em mim um certo frescor que até eu, muitas vezes, acho despropositado. É isso, eu brinco de ser feliz. Não se engane, essa brincadeira não é de "cobra cega" (se é pra comparar comigo, melhor a cobra do que a cabra...rs), não há vendas, não há olhos fechados. Também não é "pique-esconde", tipo o mundo que se exploda enquanto fico aqui escondidinha.
Na verdade, é só uma questão de olhar, de postura, uma crença de que é possível passar pela lama sem ser "tragada" por ela. Sei que vou sujar os pés, talvez bem mais, mas não vou ficar parada esperando afundar até o último fio de cabelo. Até porque, o dia sempre insiste em nascer, com ou sem mim.
Enfim, se toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toque?
Um pouco mais de calma
"Até que estou muito bem, sou o tipo de pessoa que se encontra justamente no meio do turbilhão."
K, que já está cansado de saber com quem está lidando (será mesmo? rs), limitou-se a completar:
"Já tinha percebido isso."
A conversa acabou depois de mais algumas trocas de frases das quais, sinceramente, nem me lembro mais. Aliás, nem essa parte da conversa ficou martelando na minha cabeça, como certas idéias que insistem em se fazer notar até que eu pare tudo pra me ocupar delas.
Dessa vez, não foi assim. Não fiquei pensando nisso. Talvez estivesse até "ruminando" tais palavras, sem ter consciência de que elas estavam ali esperando o momento certo de serem digeridas .
O fato é que agora, assim do nada, veio à tona, como se a conversa tivesse sido hoje, há um minuto atrás... "sou o tipo de pessoa que se encontra justamente no meio do turbilhão"... tipo de pessoa... meio do turbilhão...
Inevitável comentar, essa coisa de "tipo de pessoa" soa absolutamente inadequada. Tipo de pessoa? Será que pensei que estava falando de uma coisa, um objeto inanimado, estável, imutável?
Mas, nem é esse o ponto. Acho sim que acabo me encontrando bem no "olho" do furacão. Sabe time que só joga bem contra adversário forte? Sou eu. Situação adversa, hora de reunir forças e sobreviver, nada de choro, muito menos de vela.
Só que as tempestades passam e chega a hora de velejar em mares calmos, dia de céu azul, límpido, e é exatamente nesse momento que me perco, tudo é tão claro que me ofusca a visão, tudo é tão tranqüilo que me confunde.
Quer saber? Ando cansada de constantes superações, de infinitas reviravoltas. Será que a rotina é mesmo tão entediante? Ando querendo pagar pra ver. Já sei, já sei, você vai dizer que ninguém muda sua essência, ninguém deixa de ser o que realmente é, no máximo, muda de roupa. Será mesmo? Pode ser...
"Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára"
Obs: Melia, dessa vez vc está certa, essa poesia não é minha. Aliás, dá pra perceber de cara a diferença... rs.
Aqui vão os créditos, "Paciência" é a letra de uma música que ando ouvindo (milhões de vezes ao dia), melhor ainda se for na voz de Lenine.
Nuvens de algodão
Não estava indo pra casa, tampouco vinha de casa. Não mesmo? Afinal, onde é minha casa? Será que há mesmo o tal "lar, doce lar"? Será?
Sentia-me em paz, não me afligia mais o que deixara pra trás, ainda não pensava no que me esperava no ponto de chegada. Estava ali, no meio do caminho, partindo, indo, e a sensação de movimento me trazia uma estranha calma, eu diria mesmo, leveza.
É, naquele momento, eu me sentia em paz, desprovida de grande euforia, mas também de qualquer agonia. Vontade só de me deixar levar, um degrau de cada vez, sem pressa, sem atropelo, curtindo a segurança que encontrei no meio daquela aparente instabilidade.
Agora, estando em "casa", não me sinto mal, bom estar aqui. Mas a lembrança daquele momento ainda me faz sorrir, fecho os olhos e ainda sinto o calor do sol no rosto, o som das turbinas, as nuvens de algodão...
Ihhh... Acabo de lembrar que um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão... Sorte a minha que não acredito em verdades absolutas, muito menos, estou sempre à procura de chaves que "abrem" prisões... rs.
Sorte? Azar? Apenas nuvens de algodão...
Por que não fechar a porta de uma vez?
Algumas pessoas têm a capacidade de me fazer pensar. Nem sei exatamente por que isso acontece. Já parei pra pensar o que elas têm em comum. Se tivesse encontrado, talvez tivesse descoberto o que faz minha cabeça funcionar, e isso seria muito útil. É, eu disse útil, porque, muitas vezes, assim como uma mula empacada, minha cabeça se recusa a rumar pra qualquer lugar que seja, não vai pra trás, muito menos, pra frente.Mas nem era sobre isso que eu queria escrever, o assunto em questão é a porta.
Ricardo perguntou "por que não deixar a porta fechada de uma vez?" (comentário ao post anterior). Isso me fez pensar na minha relação com portas. Você deve estar achando que eu pirei de vez. Talvez tenha mesmo, então não vou tentar te convencer do contrário... rs.
Nem vou me alongar muito agora, talvez escreva mais sobre isso, talvez em poesia (algumas coisas não cabem nos "limites" da prosa). Mas, por enquanto, ficam aqui minhas impressões parciais.
Tenho uma certa simpatia por portas, elas trazem proteção, aconchego. Acho que as portas são as grandes cúmplices dos amantes, as grandes confidentes dos sentimentos.
Portas trancadas têm algo de definitivo que me traz um certo pesar, embora, muitas vezes, a tranca nem seja por desilusão, esconderijo, solidão. Mas, enfim, é a isso que me remetem portas trancadas.
Portas fechadas me trazem um certo respeito. Não sou o tipo de pessoa que gosta de olhar em frestras, não costumo ter interesse em olhar furtivamente o que há por trás de uma porta. Não por moralismo, educação, boas maneiras. A palavra é respeito mesmo, e uma certa solidariedade. Intimidade, solitária ou compartilhada, é algo que realmente prezo.
Portas abertas me remetem a um certo desespero, assim como gargalhadas desmotivadas, uma pureza excessiva no olhar.
Mas portas entre-abertas realmente são as minhas preferidas, não pelo que escondem, mas pelo que convidam.
Portas entre-abertas permitem a chegada, a partida, o retorno, o começo, o fim, o recomeço... São o poder da escolha, faz com que ir e vir sejam mais sinceros, plenos, efetivos.
Portas entre-abertas podem ser a não certeza, e isso gera insegurança, mas é a possibilidade, e isso gera esperança. E isso, por si só, já é um bom motivo pra não fechar a porta de uma vez.
Bom, disse que não me alongaria muito. Domingo não é meu dia mais "inspirado". Mas o assunto é interessante e sinto que tenho mais a dizer sobre isso, por isso, me despeço, deixando a porta-entreaberta...
P.S.: Obrigada pela imagem, Dani (e desculpe pelo furto). Está vendo como textos tão diferentes podem ser representados pela mesma imagem? Acaba de me vir à cabeça que os textos não são tão diferentes assim. Pessoas... portas... entradas... saídas... pessoas...
Repassado
Tive a nítida sensação de estar me lendo, lendo quem fui, "as várias existências pelas quais passei até chegar a essa", parafraseando um cara qualquer (ô mania de roubar idéias alheias...rs).
Senti-me cúmplice de mim mesma, solidária às minhas dores de outrora, chorei as mesmas lágrimas, mas agora era como se estivesse chorando por uma dor que não é mais minha, dor de alguém muito próximo, muito querido.
Não pense que foi uma experiência dolorosa, também ri muito, ri de mim e ri pra mim. Além de me sentir uma privilegiada. Fato: sempre estive rodeada por pessoas incríveis.
Enfim, me deu um gosto de passado na boca, e pasmem, esse gosto é doce, agradável... Está certo, pode ser que algumas coisas não sejam digeridas com facilidade, mas, como já disse num post anterior, nada que um bom antiácido não resolva...rs.
Mas, o maior "achado" dessa "expedição à selva" foi o meu caderno de poesias. Fofo !!! Poemas escritos aos 10, 11, 12 anos. Embora, fofo não seja um termo adequado pra falar de uma menina de 10 anos que escreve um poema que acaba num suicídio... rs... vai entender... rs.
O fato é que, aos poucos, vou passar pro blog umas poesias "garimpadas" no meu caderninho (algumas são sofríveis...rs). E aí vai a primeira, que nem é tão antiga...
Dessa vez, o jornal trouxe uma boa nova (ou seria bossa nova?)...
EU SOU PATÉTICA, ABSOLUTAMENTE PATÉTICA !!!
Posso até ouvir vcs: "Ahhhhhhhh !!!!!"... e pensando "Cadê a novidade?"
Tudo bem, não é mesmo novidade, mas enfim, foi uma boa forma de iniciar o post... rs. Mas, deixa eu explicar o motivo dessa revelação.
Estava eu no banheiro (seja educado e nem imagine fazendo o que... rs)... Então, estava no banheiro e vi um jornal em cima da pia, puxei o jornal, pensando no quão apropriado era ler jornal no banheiro. Atualmente, tenho achado o jornal quase um vaso sanitário (lugar onde descarregamos nossas sujeiras e colocamos sachês cheirosos pra disfarçar o mau cheiro... rs)... Tudo bem, peguei pesado, esse tom não combina mesmo com o momento "sweet" desse post. Continuando a história...
Quando eu puxei o jornal, vi, em cima da pia do banheiro da casa da minha mãe, um grande amor da minha adolescência, que achei ter perdido numa das minhas várias mudanças de caminho. Ele estava ali, bem diante dos meus olhos, e só sabe do que estou falando quem já reencontrou um amor do passado, daqueles de quem vc se perdeu antes que tivesse "gastado" toda sua paixão, antes que tivesse compartilhado tudo que sonhou compartilhar.
Toquei nele, senti o seu cheiro, reparei de novo nas suas partes que mais me atraíam, achei outras mais. Chorei, chorei copiosamente, de alegria, de tristeza, de emoção. Pensei no passado, nas noites mil em que dividimos sonhos, dores, ilusões. Fiz planos pro futuro, desejei explorar cada faceta que eu podia ver agora e que não podia perceber há 10 anos atrás, só pra compensar aquelas que a "maturidade" me impediria de ver.
De repente, lembrei que não era mais uma menina, que não passaria mais noites agarrada a uma coletânea de poesias, ainda que de Vinícius. Lembrei que eu não precisava mais possuir pra amar. Percebi que era realmente bom poder rever aquelas páginas amareladas, sombras das lágrimas que derrubei, mas que toda aquela beleza que descobri há anos, agora já fazia parte de mim.
Bom, confesso que, desde o reencontro, não desgrudei dele, às vezes me pego procurando por ele só pra ter certeza de que ainda está ali. Mas já estou pensando em deixá-lo ir. Os livros, assim como as pessoas, não merecem o claustro. A sua beleza, as suas delícias precisam ser aproveitadas por outras pessoas. Só assim eles terão realmente existido.
Agora vc deve estar achando que pensar assim me faz uma pessoa destinada à solidão. Pode até ser. Às vezes, me sinto realmente só, mas quem é que nunca se sente assim?
A solidão é nossa sina, não é possível nascer sem cortar o cordão umbilical. Talvez esse seja o primeiro ensinamento que a vida gentilmente nos dá. "Marvin, agora é só vc."
Então, se a solidão é inevitável, o melhor é aproveitar intensamente os encontros (e reencontros), ainda que isso signifique chorar com um livro nas mãos em um local nada romântico (se bem que um banheiro pode ser bem romântico, dependendo do ponto de vista... rs).
Além disso, só o que nos resta é esperar o que encontraremos "embaixo do jornal de amanhã".
Layout e "layin"... rs
Já sei o que vc deve estar pensando: "Essa garota nunca está satisfeita com nada !!!"... Bom, vc tem mesmo uma certa razão, a sensação de que as coisas sempre estão inacabadas, em constante mutação (não necessariamente para melhor), é algo recorrente em mim.
Se vc já está procurando sua agenda de telefones pra me indicar um bom terapeuta, calma aí. Essa eterna insatisfação não é algo que me angustia, me deprime, pelo menos, não na maioria das vezes (rs). Acho até que é isso que me impulsiona, faz com que eu esteja sempre "caminhando".
Aliás, essa conversa me fez lembrar de uma frase que li no (interessante) livro no qual ando viajando (entre paradas e recomeços) há uns meses: "Mesmo se estivermos no caminho certo, seremos atropelados se ficarmos parados no mesmo lugar." (O Mundo é Plano, darei mais detalhes quando acabar de ler)
Mas, voltando ao assunto, essas várias mudanças no layout do blog pode ter sido motivada por outra coisa, minha total, absoluta e vergonhosa ignorância "tecnológica". Daí, a cada conversa, aprendo uma nova ferramenta com meus queridos e generosos amigos. (Será que são mesmo generosos ou estão me ajudando em causa própria? Afinal esse caderninho de anotações é tão deles quanto meu... rs... Não, não... Acredito mesmo no altruísmo deles, até porque tenho uma prova disso a cada visitinha...rs.)
Mas, só pra confirmar que não me contento com a primeira solução, acaba de me ocorrer outro motivo pras mudanças no blog.
As pessoas costumam dizer que temos, em nós, várias facetas. Mas, sem exageros (será mesmo?), tenho a nítida sensação de que eu, mais que vários aspectos, tenho várias pessoas autônomas dentro de mim. Digo isso porque não me sinto lidando com diferentes partes de mim dialogando entre si, como num time formado por vários jogadores. É mais que isso, sinto que meus vários "eus" vão se alternando, como naqueles revezamentos do atletismo, sabe?
Já sei, já sei, agora sim vc está correndo pra pegar o número do analista (até eu agora, ao ler isso, pensei seriamente em comprar uma camisa de força)... rs. Mas não há por que se preocupar, os componentes de um revezamento, entre eventuais trombadas, acabam se entendendo muito bem.
É, queridos, acho que esse é o real (ou seria melhor dizer, atual? rs) motivo.
Um dia escolho um layout e ele me parece "a minha cara", alguns dias depois até reconheço que ele era mesmo a minha cara, mas já não é mais. Lembro o quanto o achei adequado, até o reconheço familiar, mas sinto como se fosse uma roupa que não "cabe" mais em mim, apesar de linda, como um amor que não me faz mais suspirar, apesar de saudoso... aff, só eu mesmo, misturar roupas e amores... rs.
Bom, alegre e vibrante, singelo e delicado, moderno e frio, nostálgico e meio fora de moda... enfim... Cada um dos layouts era sim a minha cara... Está certo, pode ser que nenhum deles seja mesmo a minha cara... Talvez eu olhe no espelho e ainda não consiga ver a minha cara... Talvez eu nem tenha cara... Talvez... rs.
