Mostrando postagens com marcador Diz abafo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diz abafo. Mostrar todas as postagens
Suspiro
Ando precisando escrever. Pés na cadência serena que mãos nunca vão experimentar. Parar é impossível. O corpo precisa de pão. E o pão não cai do céu. Então o homem tem que prosseguir. E essa indisponibilidade traz uma espécie de paz. É a falta de opção, a necessidade física chegando pra simplificar tudo. Já a alma. "Quem tem alma não tem calma." Escreveu alguém tão atormentado (e mais inspirado) que eu. Escrever não é uma necessidade do corpo, portanto não é vital. É uma escolha, um passa-tempo, um luxo. Mas como? Se é a escrita que me nutre, mata minha sede. Se pelas linhas escritas procrio e dou vida a meus rebentos. Ganho a posteridade. A eternidade tão finita quanto uma folha de papel, quanto a verdade das palavras grafadas. Escrevendo existo, insisto, resisto. É isto. Mas é mais. E menos. Menos paz. Os pensamentos continuam correndo, as mãos permanecem inertes, o coração comprimido num peito tantas e tantas vezes vilipendiado. E os pés apenas respondem a estímulos simples. Prosseguem sem questionar pra onde e por qual motivo. Mesmo os meus. Membros irmãos de outros tão "superiores". Superiores e inertes. Parados, esperando uma razão que traga algum sentido. Norte. Direção. Caminho. Caminhada. Ando precisando escrever.
Na extrema medida
Inevitável que, hora ou outra, as pessoas se vejam diante de si mesmas. Indefesas, tal bicho acuado, em frente a um espelho infinito. As paredes, os muros, os olhos dos outros, os seus próprios. Nesse momento, não há mais fugas, saídas de emergência, pela tangente. Tangência, intersecção. Duas linhas que, outrora paralelas, resolvem se encontrar. Aqui, justamente aqui, exatamente agora. E é hora da verdade. Ver e admitir o que precisa ser reconhecido. Conhecido. Sou uma fraude, uma farsa, um engano!!! Mas também não é caso de desengano. A verdade nem sempre é uma cusparada na cara, pode ser afago, solução. A cura. A partir de hoje, tudo, absolutamente tudo que eu disser, escrever, fizer, sentir. Tudo será escoltado por aspas. Portanto, assim que eu chegar, observe que elas me antecederam e quando eu partir serão elas que encostarão a porta. Por que medida tão extrema? Pergunta a cautela. Por quê? Eu contarei. Abra aspas, por favor. Eu sou a soma de cada palavra, cada sentimento, cada lágrima que vi rolar em faces que não são a minha. Tudo que digo já ouvi antes. Tudo que faço é reagir ao que veio de fora. Até o que sinto é uma cópia mal ajambrada do que testemunhei. Quando ando, imito o vento. Quando amo, imito o mar. Quando sonho, imito o Martinho. Sabe aquele? O pescador. Ele tem asas, voa, mas ele mergulha. Às vezes, por nada. Noutras, encontra o peixe. Engole. Absorve. Eu absorvo a vida, o mundo inteiro, o outro. É dele que me nutro, é o sangue que me corre nas veias, a lágrima que rola no meu rosto. Rosto que também é uma reprodução. Nariz de um, focinho de outro. O meu jeito de sorrir é como o dele. A forma que mexo no cabelo é igual a dela. Até o meu olhar. Tão aparentemente meu. Até ele não é tão próprio assim. É ordinário, comum. Comum acordo de circunstâncias que, muitas vezes, eu desconheço. Só sei que sou eu, apesar de não saber quem sou eu. Não exatamente. Não completamente. Mas, neste momento, estou aqui, de frente pro espelho, ele falou comigo e eu ouvi. Por isso, meu caro, não leve a mal o desabafo e, por favor, feche as aspas depois que eu sair.
Breve adeus
Hoje erguerei um brinde à morte,
a tudo o que fomos ontem,
a velhas crenças, a antigos hábitos.
Hoje beberemos a nossos cadáveres decompostos.
O adubo que fertilizará a terra firme de um outro caminho.
Hoje brindaremos às lágrimas de decepção, ódio, frustração.
A água que regará a semente de um novo tempo
e o fará germinar.
Hoje beberemos à dor mais profunda
que fez cair por terra cada verdade absoluta.
A luz que nos fortalecerá as entranhas
e nos trará a clareza de uma bela manhã.
Hoje erguerei um brinde à morte,
luz, água e adubo,
à morte que fará a vida novamente florescer.
Mais uma vez
Ela abriu a porta e o pó invadiu suas narinas causando uma forte ardência. Era a velha alergia à estagnação que lhe roubava ar e paciência. Prendeu a respiração e entrou. Foi logo abrindo as janelas, tomando aquele espaço que considerava seu. Ao menos, temporariamente.
Depois de claro todo o ambiente, encostou num canto e começou a planejar: Como ocuparia aquele grande espaço vazio? Ligou a velha vitrola, deixando que seu som atemporal pairasse no ar. Qualquer um que passasse por perto, de padre a vadio, saberia que ali era um lugar sem tempo determinado, uma ponte, um elo perdido.
Ela, cujo habitat sempre fora negro com pequenos adereços brilhantes, decorado por um grande enfeite prateado de forma variante. Ela, sempre tão criatura, resolveu brincar de criador, sentou no chão, remexeu a terra e plantou uma roseira, com uma estranha sensação que bem poderia chamar amor. Plantou a roseira pensando que faria todo sentido criar raízes naquele jardim que facilmente poderia ter saído de uma das telas que um certo pintor melancólico e frustrado vendia naquela praça de anos atrás, um ano que não se recorda agora, de quem ninguém se lembra mais.
Por dias, trabalhou incansavelmente. Quando chegavam as noites, ela dormia sono profundo, cansada de dias inteiros de labuta, na lida. Limpou, perfumou, ocupou. Ocupou-se daquele lugar, daquele momento, daquela vida. Até que num momento qualquer, que hoje não consegue determinar quando, surpreendeu-se com uma constatação a atordoada mulher. As paredes estavam todas ocupadas, estava pronta a acomodação. Seu cheiro estava em cada canto, sua música ecoava senhora da situação. A semente havia germinado, em pouco tempo a roseira começaria a brotar. Mas aquele cheiro não era mais o seu, tampouco era seu aquele lugar. Não reconhecia aqueles rostos nas fotografias, muito menos a face que via retratada em cada espelho. Voltou a perambular nas noites, a não ver mais passarem os dias. E a alergia ao pó que somente ela via tornou insuportável a respiração naquele ambiente de rotina, estagnação.
E quando, enfim, fechou a porta, antes de partir novamente, olhou o botão de rosa que não veria ser deflorado e riu de sua própria tolice ao imaginar em outro momento que um dia poderia não ser mais angústia, frustração, tormento, plantar seu destino em terra fresca e firme, colher o que fora plantado, deixar de arrumar malas, preparando-se pra partir. Descansar de olhos fechados, sem a brutal sensação de que nunca mais os poderia abrir.
P.S.: Depois de dias de gripe, mudança e adaptação, estou de volta (isso soou meio trágico). Ao abrir o blog e ler algumas mensagens deixadas, percebi o quanto senti falta desse meu reino de palavras, ideias e (cada vez) mais sentimentos. .
Meu processo criativo
Acontece sempre do mesmo jeito. A vontade aparece sem avisos ou preparativos, muito menos espera o lugar adequado. O quarto, o banheiro, qualquer lugar serve quando ela surge feito onda que se forma no horizonte e vem se aproximando, crescendo e tomando força, arrebatando o que encontrar pela frente, até lamber a brancura da areia.
Chegada a hora, é só relaxar e deixar a natureza agir. Meus dedos, já hábeis depois de tantos anos da mesma brincadeira safada, sabem exatamente como exteriorizar o que meu desejo ordena. No início, cautelosos, eles vão tateando o território, colocando lenha por lenha até transformar fogueria em incêndio. Em alguns minutos, eles (os dedos) antes dolentes, pacientes, já estão num ritmo frenético, intenso, enlouquecido.
Não tenho como negar que curto cada fase dessa dança solitária. Sinto um prazer enorme ao me aventurar em meus próprios domínios. Aliás, a palavra domínio não tem nada a ver com o assunto. Naquele momento, justamente porque é uma relação que não envolve mais de um, cai por terra qualquer vestígio da costumeira necessidade de subjugar, de convencer, de deter em minhas mãos o poder sobre a vontade do outro. Nesse momento, somos só eu, o meu desejo e o meu prazer.
Aliás, apesar de ser essencialmente um processo solitário, são esses momentos de intimidade comigo mesma que me possibilitam lidar melhor com o outro. É me conhecendo, desvendando parte dos meus mistérios, que eu vou tornando mais despudorada a minha relação com as outras pessoas. É isso. Uma coisa não exclui a outra. Estar comigo mesma não diminui a sede que tenho do outro. Muito pelo contrário, cada pequena parte que descubro de mim me faz ter mais vontade de externar tal descoberta, testar esse novo prazer no mundo lá fora.
Tudo isso vai passando veloz pela minha cabeça que, entretanto, permanece estranhamente anestesiada. Esse não é em nada um processo racional. É instinto, é força, é criação. Recriação de meus limites, tabus, sensações. Pela intensidade dos movimentos, todo meu corpo pressente que é chegado o momento do desfecho.
Explosão. Prazer. Intenso, profundo, inexplicável.
Depois, só o silêncio, calmaria. Toma conta de mim um entorpecimento, uma sensação agradável de ar puro oxigenando minhas entranhas. Depois que transborda tudo aquilo que me consumia, o que me resta é conforto, é espaço aberto. Espaço aberto pra um mundo inteiro que há la fora, porta escancarada pra eu me lotar novamente de emoções, fúria, ímpetos. Aquelas palavras que antes eclodiam dentro de mim, agora jazem vitoriosas nas linhas tortas do papel que será guardado naquela primeira gaveta à esquerda de quem chega.
Levanto num pulo, novamente pronta pra viver e conviver, pra absorver e ser absorvida. Vai começar tudo denovo, até que daqui a pouco eu esteja novamente vazando de desejo e deixe que toda essa intensidade ganhe vida, transborde de mim e se transforme em mais um texto que povoará um outro papel, com outras linhas e que será guardado em outra gaveta.
O que será?
Não é solidão. Há uma multidão que fala, toca, doa. Não é silêncio. Há o som do mundo que brinca de ciranda em seu ritmo cadenciado. Não é frio. Há o calor de braços que acobertam o corpo. Não é destempero. Há a calmaria que sucede raios que se apagaram e espera trovões que estão por gritar. Não é tristeza. Há o sorriso que se lança adiante abrindo passagem pra o que está a caminho.
Há um vazio enorme que me consome o ventre e pressiona o peito... É fome !!!
Pretenso poema
Não escrevo poemas pra seduzir
Escrevo pra não implodir,
pra não desabar
Não choro porque sofro da dor de um amor pequeno
Choro porque transbordo de um sentir
sem dono, sem nome, sem limite
Não grito pra que a multidão me ouça
Grito porque ecoa dentro de mim
uma profusão de idéias que precisam se libertar
Não desejo a felicidade sem fim
Desejo apenas abrandar essa inquietação
que gera tantas partidas
Não pretendo definir o que se passa cá por dentro
Pretendo apenas prosseguir
riscando esses traços disformes que chamo de lar
Um dia de cão... ops... de macaco
No dia em que eu perder a capacidade de rir de mim mesma, por favor, me internem às pressas.
P.S.: Todos os créditos a dois amigos: Bill, que me mandou esse vídeo há algum tempo atrás; e Léo, que me fez lembrar do vídeo assim que li seu último post (É, Léo, é isso que somos, macacos...rs).
Sei lá
Ultimamente, a vida anda correndo demais.
Decididamente, ela não dá o menor sinal de que vai diminuir o passo pra me acompanhar, muito menos de que prosseguirá sem mim. Não agora.
Sempre há a possibilidade dela me arrastar pelos braços. Talvez seja bem cômodo, embora isso possa me render alguns arranhões.
Acho que a opção mais adequada é começar a correr.
É nessas horas que penso que devia dormir mais, comer nas horas "certas", beber menos. Talvez eu tivesse mais fôlego. Não sei.
É a brisa gelada das madrugadas de boemia que me oxigena o corpo, a mente e ....
"Meu coração vagabundo, quer guardar o mundo em mim".
E a vida? Tem sempre razão, oras.
Enquanto isso, Vinícius, fiel companheiro, (en)canta...
Por hoje, é só
É como um peso que te faz arriar.
Uma espinha que te faz entalar.
Uma venda que te faz cegar.
Um muro que te faz estancar.
Um cisco que te faz chorar.
É só o cansaço que me fez parar.
Uma espinha que te faz entalar.
Uma venda que te faz cegar.
Um muro que te faz estancar.
Um cisco que te faz chorar.
É só o cansaço que me fez parar.
Ela, a roda-gigante
Mais um giro de 360º em uns segundos. Ela não sabia o que a surpreendia mais. A mudança ou a capacidade de ainda se surpreender com mudanças. Sensação estranha. Atordoada. Angustiada. Perdida. Ela quis gritar, não havia voz. Ela quis chorar, não havia lágrimas. Só o vazio. Vazio de guarda-roupa depois de faxina. Vazio que dá eco.Ela quis abrir os olhos. A boca abriu sem querer. Sorriso. Ela riu de si mesma, do grito mudo, da lágrima seca. Ela riu da sua inércia, do seu cansaço, da sua desistência. Era patético ficar sentada na cadeirinha vendo a roda-gigante dar voltas e mais voltas. Preguiça de acreditar? Medo do equilíbrio? Incapacidade de andar em linha reta? Não importa. Ela era patética de um jeito ou de outro. Ou de outro.
O despertador. Hora de acordar. Ela podia até brincar de construir e destruir, criar e estragar, gostar e perder. Mas, a noite, amante infiel, sempre insistia em partir e deixá-la à mercê da claridade brutal de mais um dia. A luz do dia. Essa sim tinha voz e sabia gritar.
Hora de acordar. O sonho já havia acabado mesmo. Havia um milhão de coisas a fazer. Ela precisava esquecer a lágrima que se recusou a rolar, o grito que preferiu calar, e seguir em frente. Afinal, ela precisava construir, criar, gostar. E depois? A roda... a girar, girar, girar...
Meu querido diário
Vivo explicando que meu blog não é um diário. Também não é só ficção. Na verdade, isso aqui é uma sopa, tem de tudo um pouco. Uma sopa de letras. E nem pense na dieta da sopa.
Voltando ao assunto. O blog não é um diário. Mas, como eu não tenho muito problema em parecer contraditória, hoje o post poderia muito bem começar com o bom e velho "meu querido diário".
Sério, hoje o post é um desabafo. Melhor escrever que bater com a cara na porta, não é? Está bem, forcei, não bateria a cara na porta, flagelos com chicote também estão fora de cogitação. Então, melhor desabafar aqui, me xingar e encher a paciência de vocês.
Perdi meu celular. Ou melhor, perdi mais um celular. Perder coisas é algo recorrente na minha vida. Quando as pessoas brincam "se a cabeça não estivesse grudada você a perderia", chego mesmo a pensar "talvez sim". Esqueço as coisas nos lugares, esqueço nomes, rostos, esqueço até de mim mesma.
Mas, a história dos celulares é mais séria. Detesto celular !!! Detesto ficar horas procurando o telefone perdido dentro da bolsa, berrando, enquanto as pessoas em volta me olham com aquela cara de "será mesmo que ela não consegue achar uma coisa que grita e vibra dentro de sua própria bolsa?". Detesto a mania das pessoas te ligarem mil vezes até que você atenda. Se não atendi nas três primeiras vezes, deve ser por que não pude, não é óbvio isso? Detesto ainda mais aquela perguntinha básica "Onde você está?". Oras, cadê o respeito à privacidade alheia? Por que não simplesmente perguntar "Pode falar agora?" ou "Estou atrapalhando?"? Ou nem perguntar nada, se a pessoa te atendeu é porque pode falar, não é?
Bom, voltando ao celular. Numa dessas minhas temporadas na casa dos meus pais, perdi o telefone. Tive que comprar logo outro. Meus clientes já estavam tendo uma síncope nervosa, por não conseguir falar comigo. Qualquer dia vou explicar a relação (insana) dos meus clientes com o telefone.
Uns dias depois de comprar o celular novo, minha mãe me liga e diz que encontrou o meu. Mas, como já tinha comprado outro e ter dois celulares nem pensar (tortura dupla já é masoquismo demais), dei o telefone velho de presente. O que acontece agora?
Perco o celular novo. E eu nem tinha acabado de pagar !!! Aliás, tinha acabado de pagar a segunda (SEGUNDA) prestação. Pensando bem, eu mereço mesmo a "portada na cara", quanto ao chicote é muito sado-maso pro meu gosto.
Querem saber do que mais? Maior que minha irritação por ter perdido um celular que nem paguei, é a raiva de me saber obrigada a comprar mais um obejto de tortura. A cada novo celular me lembro de que não sou bem eu que mando nessa espelunca aqui (espelunca=minha linda vida).
Preciso trabalhar. Preciso estar em contato com o mundo o tempo todo. Preciso de uma porcaria de um celular novo. Preciso parar de perder as coisas. E isso é uma missão tão importante quanto impossível !!!
Voltando ao assunto. O blog não é um diário. Mas, como eu não tenho muito problema em parecer contraditória, hoje o post poderia muito bem começar com o bom e velho "meu querido diário".
Sério, hoje o post é um desabafo. Melhor escrever que bater com a cara na porta, não é? Está bem, forcei, não bateria a cara na porta, flagelos com chicote também estão fora de cogitação. Então, melhor desabafar aqui, me xingar e encher a paciência de vocês.
Perdi meu celular. Ou melhor, perdi mais um celular. Perder coisas é algo recorrente na minha vida. Quando as pessoas brincam "se a cabeça não estivesse grudada você a perderia", chego mesmo a pensar "talvez sim". Esqueço as coisas nos lugares, esqueço nomes, rostos, esqueço até de mim mesma.
Mas, a história dos celulares é mais séria. Detesto celular !!! Detesto ficar horas procurando o telefone perdido dentro da bolsa, berrando, enquanto as pessoas em volta me olham com aquela cara de "será mesmo que ela não consegue achar uma coisa que grita e vibra dentro de sua própria bolsa?". Detesto a mania das pessoas te ligarem mil vezes até que você atenda. Se não atendi nas três primeiras vezes, deve ser por que não pude, não é óbvio isso? Detesto ainda mais aquela perguntinha básica "Onde você está?". Oras, cadê o respeito à privacidade alheia? Por que não simplesmente perguntar "Pode falar agora?" ou "Estou atrapalhando?"? Ou nem perguntar nada, se a pessoa te atendeu é porque pode falar, não é?
Bom, voltando ao celular. Numa dessas minhas temporadas na casa dos meus pais, perdi o telefone. Tive que comprar logo outro. Meus clientes já estavam tendo uma síncope nervosa, por não conseguir falar comigo. Qualquer dia vou explicar a relação (insana) dos meus clientes com o telefone.
Uns dias depois de comprar o celular novo, minha mãe me liga e diz que encontrou o meu. Mas, como já tinha comprado outro e ter dois celulares nem pensar (tortura dupla já é masoquismo demais), dei o telefone velho de presente. O que acontece agora?
Perco o celular novo. E eu nem tinha acabado de pagar !!! Aliás, tinha acabado de pagar a segunda (SEGUNDA) prestação. Pensando bem, eu mereço mesmo a "portada na cara", quanto ao chicote é muito sado-maso pro meu gosto.
Querem saber do que mais? Maior que minha irritação por ter perdido um celular que nem paguei, é a raiva de me saber obrigada a comprar mais um obejto de tortura. A cada novo celular me lembro de que não sou bem eu que mando nessa espelunca aqui (espelunca=minha linda vida).
Preciso trabalhar. Preciso estar em contato com o mundo o tempo todo. Preciso de uma porcaria de um celular novo. Preciso parar de perder as coisas. E isso é uma missão tão importante quanto impossível !!!
Mais uma metáfora
A falta de ar. Lá estava ela de novo. Com seu sorrisinho de lado, como quem diz: "Vim pra te ensinar umas coisinhas." Ela ensinava mesmo. Talvez não ensinava, mas fazia lembrar. Às vezes é bem útil lembrar alguns detalhes importantes.
Respiramos o tempo todo, isso nos mantém vivos, ainda que não tenhamos consciência. O fato de não termos consciência não faz com que a necessidade não exista. Aliás, nossa falta de consciência não altera nada à nossa volta, desconfio de que nem dentro de nós.
E se tivéssemos "consciência", respiraríamos melhor? Boa pergunta. Acredito que não. Talvez não mudaria nada. Talvez tivéssemos só mais cuidado. Talvez...
Eu vou pensando, tentando respirar, tentando existir, tentando resistir. Ela não pensa. Ela simplesmente existe. Há falta. A falta de ar. A falta de consciência. A falta.
Respiramos o tempo todo, isso nos mantém vivos, ainda que não tenhamos consciência. O fato de não termos consciência não faz com que a necessidade não exista. Aliás, nossa falta de consciência não altera nada à nossa volta, desconfio de que nem dentro de nós.
E se tivéssemos "consciência", respiraríamos melhor? Boa pergunta. Acredito que não. Talvez não mudaria nada. Talvez tivéssemos só mais cuidado. Talvez...
Eu vou pensando, tentando respirar, tentando existir, tentando resistir. Ela não pensa. Ela simplesmente existe. Há falta. A falta de ar. A falta de consciência. A falta.
Uma gaveta, um vazio e um consolo
Enquanto arrumo a mala pra voltar pra casa, penso em como tudo passa...
Sempre tive a sensação de que a vida é um eterno ir e vir de fatos, momentos, sentimentos, pessoas. Mas, em algumas situações específicas, essa sensação ganha peso, forma e se materializa bem diante dos meus olhos, sem aviso prévio.
É fácil lidar com essa inevitável alternância quando vc sente mesmo que chegou o momento de abrir espaço pro novo, pro desconhecido, pro que ainda está por vir. Mas é frustrante quando a "fila anda" e vc só queria mais um minuto, queria fincar os pés ali e não ir pra frente, muito menos pra trás.
Sabe quando vc arruma uma gaveta? Você encontra o que já foi muito importante, mas não tem mais qualquer serventia; encontra o que nunca foi muito útil e se pergunta por que guardou aquilo por tanto tempo; mas encontra também o que nem o tempo, nem a falta de contato direto foram capazes de tornar menos valioso. E no meio de tantas coisas suas, vc, de repente, encontra algo que não é seu, algo cujo lugar não é ali e sabe que tem que deixá-lo ir, tem que permitir que toda sua potencialidade seja explorada, aproveitada, e percebe que vc, ao menos naquele momento, não pode fazê-lo.
Está certo, minhas metáforas, muitas vezes, parecem mais "meta-fora" (essa é ótima, Melia). O fato é que algumas coisas não têm como ser descritas com clareza mesmo. Mas, por cada palavra escrita, compartilhada, tenho certeza de que vc sabe bem do que estou falando.
Sempre tive a sensação de que a vida é um eterno ir e vir de fatos, momentos, sentimentos, pessoas. Mas, em algumas situações específicas, essa sensação ganha peso, forma e se materializa bem diante dos meus olhos, sem aviso prévio.
É fácil lidar com essa inevitável alternância quando vc sente mesmo que chegou o momento de abrir espaço pro novo, pro desconhecido, pro que ainda está por vir. Mas é frustrante quando a "fila anda" e vc só queria mais um minuto, queria fincar os pés ali e não ir pra frente, muito menos pra trás.
Sabe quando vc arruma uma gaveta? Você encontra o que já foi muito importante, mas não tem mais qualquer serventia; encontra o que nunca foi muito útil e se pergunta por que guardou aquilo por tanto tempo; mas encontra também o que nem o tempo, nem a falta de contato direto foram capazes de tornar menos valioso. E no meio de tantas coisas suas, vc, de repente, encontra algo que não é seu, algo cujo lugar não é ali e sabe que tem que deixá-lo ir, tem que permitir que toda sua potencialidade seja explorada, aproveitada, e percebe que vc, ao menos naquele momento, não pode fazê-lo.
Está certo, minhas metáforas, muitas vezes, parecem mais "meta-fora" (essa é ótima, Melia). O fato é que algumas coisas não têm como ser descritas com clareza mesmo. Mas, por cada palavra escrita, compartilhada, tenho certeza de que vc sabe bem do que estou falando.
Até a última noite
Pesadelos sempre me perseguiram, sempre. Talvez sejam a única companhia constante e ininterrupta de minha vida, os únicos que nunca foram embora, por mais que eu tentasse afastá-los, convencê-los a desistir de mim.
Eles surgiram na infância, eram estórias de seres monstruosos, disformes, bruxas que insistiam em não seguir o roteiro original e sempre acabavam vencendo as pobres princesas, que, por sua vez, não entendiam o que estava acontecendo. Cadê o príncipe? Nada de príncipes, nada de cavalos brancos, aliás nem sapos havia, afinal não eram sonhos cor-de-rosa.
O tempo passou, tão inesperadamente rápido, e ninguém lembrou de avisar aos meus invasivos companheiros noturnos que deviam ter ficado lá atrás, adormecidos, junto de minhas outras lembranças pueris.
Não, ninguém avisou, então, eles, os pesadelos, fizeram suas malas a cada vez que eu juntei todos os trapos e parti. É, eles nunca me deixaram partir sozinha, e não havia nada que eu fizesse que os convencesse de que não sou muito adepta a companheiros inseparáveis.
Hoje, continuo sentindo aquela angustiante sensação de ser personagem de uma estória que não posso controlar, fico ali, totalmente consciente, mas sem conseguir voltar ao silêncio tranqüilo de meu quarto escuro. Fico presa naquele mundo paralelo, sentindo um aperto, um desamparo que machuca, que desestrutura. Até que resolvem me expulsar, me mandarem de volta pra viver mais um pouco, ver mais um pouco, capturar mais imagens e pessoas que serão fragmentadas e misturadas para servirem de pano de fundo às cenas dos próximos capítulos.
Já passou o tempo do desepero, não há mais cama da mamãe pra me refugiar, nem adianta gritar, nem chorar, eles não vão deixar de voltar amanhã ou depois. Passado o tempo em que me debati, parei de lutar, deixo-me afundar até os recônditos de mim mesma, as profundezas da minha alma.
Sei que naqueles angustiantes momentos, estou em contato com tudo que a claridade do dia me permite ocultar, os mais íntimos medos, inconfessáveis desvios, vergonhosas fraquezas. Dói, dói profundamente, de um jeito estranho, sem definições e delimitações, mas deve haver o lado bom de poder nadar na minha própria lama. Até porque, por pior que as coisas estejam no meu "inferninho" particular, eu sempre volto à tona, e cada vez com mais vontade de respirar.
Enfim, sou uma sobrevivente do meu próprio caos, um ser que, a cada acordar, nasce do seu próprio ventre, com a certeza de que vai morrer logo adiante, mas com o alento de que cada manhã não é mais do que uma nova oportunidade e será sempre assim, até a última noite.
P.S.: Não pensem que eu detesto as noites, na verdade, muito pelo contrário, mas esse é um outro assunto...
Eles surgiram na infância, eram estórias de seres monstruosos, disformes, bruxas que insistiam em não seguir o roteiro original e sempre acabavam vencendo as pobres princesas, que, por sua vez, não entendiam o que estava acontecendo. Cadê o príncipe? Nada de príncipes, nada de cavalos brancos, aliás nem sapos havia, afinal não eram sonhos cor-de-rosa.
O tempo passou, tão inesperadamente rápido, e ninguém lembrou de avisar aos meus invasivos companheiros noturnos que deviam ter ficado lá atrás, adormecidos, junto de minhas outras lembranças pueris.
Não, ninguém avisou, então, eles, os pesadelos, fizeram suas malas a cada vez que eu juntei todos os trapos e parti. É, eles nunca me deixaram partir sozinha, e não havia nada que eu fizesse que os convencesse de que não sou muito adepta a companheiros inseparáveis.
Hoje, continuo sentindo aquela angustiante sensação de ser personagem de uma estória que não posso controlar, fico ali, totalmente consciente, mas sem conseguir voltar ao silêncio tranqüilo de meu quarto escuro. Fico presa naquele mundo paralelo, sentindo um aperto, um desamparo que machuca, que desestrutura. Até que resolvem me expulsar, me mandarem de volta pra viver mais um pouco, ver mais um pouco, capturar mais imagens e pessoas que serão fragmentadas e misturadas para servirem de pano de fundo às cenas dos próximos capítulos.
Já passou o tempo do desepero, não há mais cama da mamãe pra me refugiar, nem adianta gritar, nem chorar, eles não vão deixar de voltar amanhã ou depois. Passado o tempo em que me debati, parei de lutar, deixo-me afundar até os recônditos de mim mesma, as profundezas da minha alma.
Sei que naqueles angustiantes momentos, estou em contato com tudo que a claridade do dia me permite ocultar, os mais íntimos medos, inconfessáveis desvios, vergonhosas fraquezas. Dói, dói profundamente, de um jeito estranho, sem definições e delimitações, mas deve haver o lado bom de poder nadar na minha própria lama. Até porque, por pior que as coisas estejam no meu "inferninho" particular, eu sempre volto à tona, e cada vez com mais vontade de respirar.
Enfim, sou uma sobrevivente do meu próprio caos, um ser que, a cada acordar, nasce do seu próprio ventre, com a certeza de que vai morrer logo adiante, mas com o alento de que cada manhã não é mais do que uma nova oportunidade e será sempre assim, até a última noite.
P.S.: Não pensem que eu detesto as noites, na verdade, muito pelo contrário, mas esse é um outro assunto...
Hoje não tenho nada de inspirado ou espirituoso pra escrever. "Então não deveria escrever." é o que vc deve estar pensando. Mas acabei vindo parar aqui e confesso que não estou com ânimo de pensar nos possíveis motivos. Aliás, só o que queria agora é não pensar, tirar férias de tudo que me faça refletir, tirar folga de mim mesma. "Queria" porque não quero mais? Não. Queria porque não acredito nessa possibilidade.
O que está acontecendo? Nada demais, só cansaço. Às vezes, um momento parece durar mais que uma vida inteira...
O que está acontecendo? Nada demais, só cansaço. Às vezes, um momento parece durar mais que uma vida inteira...
Conversa de domingo
Perguntaram ao Dalai Lama: "O que mais te surpreende na Humanidade?"
Ele respondeu:
"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."
Não sei se foi a listinha, nem se foi a conversa sempre instigante, nem sempre indolor, ou se foi o domingo (ócio reflexivo), o fato é que me lembrei dessas palavras e as achei mais adequadas pra expressar no que andei pensando hoje do que minha verborragia (como diria melia) usual.
Por que vc só quer tocar o intangível? Por que quer o que não pode ser dado e nem percebe o que foi oferecido só a vc? Por que exige tanto? Por que se defende tanto? Por que reclama tanto? Por que apagou o caminho até aqui? Por que vive como se nunca tivesse vivido? Por quê?
Ele respondeu:
"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."
Não sei se foi a listinha, nem se foi a conversa sempre instigante, nem sempre indolor, ou se foi o domingo (ócio reflexivo), o fato é que me lembrei dessas palavras e as achei mais adequadas pra expressar no que andei pensando hoje do que minha verborragia (como diria melia) usual.
Por que vc só quer tocar o intangível? Por que quer o que não pode ser dado e nem percebe o que foi oferecido só a vc? Por que exige tanto? Por que se defende tanto? Por que reclama tanto? Por que apagou o caminho até aqui? Por que vive como se nunca tivesse vivido? Por quê?
Ou não...
Há dias em que se tem tanto a dizer que a única opção viável é calar...
Silêncio intenso, eloqüente, desesperado...
Paradoxos são meus salvadores da pátria e algozes furiosos...
Sinto que estou chegando num limite...
O que me espera do outro lado da marca?
O que resta após uma explosão?
Há vida após uma erupção?
Infinitas perguntas...
E as respostas?
O silêncio as encontrará... Ou não... rs.
Essas foram as frases perdidas que consegui pescar no meio de um turbilhão... Não espero que vc entenda, não há o que compreender num espirro... ou há?
Silêncio intenso, eloqüente, desesperado...
Paradoxos são meus salvadores da pátria e algozes furiosos...
Sinto que estou chegando num limite...
O que me espera do outro lado da marca?
O que resta após uma explosão?
Há vida após uma erupção?
Infinitas perguntas...
E as respostas?
O silêncio as encontrará... Ou não... rs.
Essas foram as frases perdidas que consegui pescar no meio de um turbilhão... Não espero que vc entenda, não há o que compreender num espirro... ou há?
"In"tender...
A cada dia mais me convenço de que a arte da comunicação depende muito mais do talento e boa vontade do ouvinte do que da eloqüência e da clareza daquele que tenta passar uma mensagem. Isso te parece absurdo? Bom, pode ser, essa é uma possibilidade sempre bem real quando se tratam dessas minhas "teorias". Mas, como sou teimosa, vou tentar te explicar de onde veio essa minha idéia, eu disse tentar, mas se você vai ou não me entender depende mais de você do que de mim. (Cômodo isso... rs.)
Bom, voltando a minha teoria de hoje, pensa bem. Quantas vezes você falou, exemplificou e argumentou de forma tão "eficiente" a ponto de tudo parecer absolutamente claro e até mesmo óbivo não só pra você, como pra outras pessoas? Mas aquela pessoa, exatamente aquela que você queria que, naquele momento, pudesse ver cada canto de sua mente, ela simplesmente não entendeu nada, ou pior, entendeu tudo da forma absolutamente contrária a que você gostaria.
Você poderia dizer que, na verdade, a incompetência foi daquele que não soube se expressar de forma clara, mas será mesmo que existe clareza suficiente quando a outra pessoa simplesmente não quer ou não pode te ouvir?
É meus caros, no fundo, acho que só ouvimos e entendemos o que estamos predispostos a receber, ainda que inconscientemente. Há que existir uma certa "química", sintonia talvez entre duas pessoas para que se entendam. Não parece óbvio que precisa haver um caminho que ligue emissor e receptor para que a mensagem chegue a seu destino?
Talvez, nesse momento, minha avó dissesse que "não é à toa que Deus nos deu dois ouvidos e uma só boca". Mas eu, que nem sou tão sábia, nem tão crédula, me limito a dizer que é por isso que sim, adoro falar, ser ouvida, perceber como é prazeroso conseguir exteriorizar e, assim, multiplicar algo que há um segundo era apenas uma idéia guardada numa dessas minhas gavetas interiores. Entretanto, o que tenho mesmo tentado com afinco exercitar é a capacidade de entender, ouvir com desprendimento, sem amarras e pré-concepções, entender o que o outro quer dizer, e não aquilo que eu gostaria ou esperaria ouvir. Tarefa fácil? rs... rs... E eu me proponho a realizar tarefas fáceis? Ô destino cruel... rs... rs.
Bom, voltando a minha teoria de hoje, pensa bem. Quantas vezes você falou, exemplificou e argumentou de forma tão "eficiente" a ponto de tudo parecer absolutamente claro e até mesmo óbivo não só pra você, como pra outras pessoas? Mas aquela pessoa, exatamente aquela que você queria que, naquele momento, pudesse ver cada canto de sua mente, ela simplesmente não entendeu nada, ou pior, entendeu tudo da forma absolutamente contrária a que você gostaria.
Você poderia dizer que, na verdade, a incompetência foi daquele que não soube se expressar de forma clara, mas será mesmo que existe clareza suficiente quando a outra pessoa simplesmente não quer ou não pode te ouvir?
É meus caros, no fundo, acho que só ouvimos e entendemos o que estamos predispostos a receber, ainda que inconscientemente. Há que existir uma certa "química", sintonia talvez entre duas pessoas para que se entendam. Não parece óbvio que precisa haver um caminho que ligue emissor e receptor para que a mensagem chegue a seu destino?
Talvez, nesse momento, minha avó dissesse que "não é à toa que Deus nos deu dois ouvidos e uma só boca". Mas eu, que nem sou tão sábia, nem tão crédula, me limito a dizer que é por isso que sim, adoro falar, ser ouvida, perceber como é prazeroso conseguir exteriorizar e, assim, multiplicar algo que há um segundo era apenas uma idéia guardada numa dessas minhas gavetas interiores. Entretanto, o que tenho mesmo tentado com afinco exercitar é a capacidade de entender, ouvir com desprendimento, sem amarras e pré-concepções, entender o que o outro quer dizer, e não aquilo que eu gostaria ou esperaria ouvir. Tarefa fácil? rs... rs... E eu me proponho a realizar tarefas fáceis? Ô destino cruel... rs... rs.
Assinar:
Postagens (Atom)
