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Feliz Páscoa !!!

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- Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!

- Igual ao Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

...

- Mamãe, Jesus era um coelho?

- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

- Sacrilégio!!!

...

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo?

- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

- Era... era melhor, sim... ou então urubu.

...

- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no sábado?

- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- Ui...

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Ai Coitada!

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!

(Luis Fernando Veríssimo)

Moral da e(hi)stória

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libertino:
1. Desregrado nos costumes, dissoluto, licencioso, lascivo. sm 2 Homem devasso, libidinoso, sensual, depravado. 3 Partidário da seita dos anabatistas que faziam oposição a Calvino.

hipocrisia:
Manifestação de fingidas virtudes, sentimentos bons, devoção religiosa, compaixão etc.; fingimento, falsidade.

medo:
1 Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.

dignidade:
1 Modo de proceder que infunde respeito. 2 Elevação ou grandeza moral. 3 Honra. 4 Autoridade, gravidade. 5 Qualidade daquele ou daquilo que é nobre e grande. 6 Honraria. 7 Título ou cargo de graduação elevada. 8 Respeitabilidade. 9 Pundonor, seriedade. 10 Nobreza. D. essencial, Astrol: situação de um planeta em uma parte favorável do zodíaco. Antôn (acepções de 1 a 5): indignidade.

torpeza:
1 Qualidade de torpe. 2 Procedimento indigno ou ignóbil. 3 Desonestidade, desvergonha, impudicícia. 4 Brutalidade, selvageria. 5 Torpidade, torpitude.

moral:
1 Relativo à moralidade, aos bons costumes. 2 Que procede conforme à honestidade e à justiça, que tem bons costumes. 3 Favorável aos bons costumes. 4 Que se refere ao procedimento. 5 Que pertence ao domínio do espírito, da inteligência (por oposição a físico ou material). 6 Diz-se da teologia que se ocupa dos casos de consciência. 7 Diz-se da certeza que se baseia em grandes probabilidades, e não em provas absolutas. 8 Diz-se da atitude ou comportamento de quem está perturbado, confuso ou embaraçado por qualquer circunstância. 9 Diz-se de tudo que é decente, educativo e instrutivo. sf 1 Parte da Filosofia que trata dos atos humanos, dos bons costumes e dos deveres do homem em sociedade e perante os de sua classe. 2 Conjunto de preceitos ou regras para dirigir os atos humanos segundo a justiça e a eqüidade natural. 3 Tratado especial de moral. 4 Conclusão moral que se tira de uma fábula, de uma narração etc. 5 Lição de moral. 6 Modo de proceder. 7 As leis da honestidade e do pudor. sm 1 Conjunto das nossas faculdades morais. 2 Disposição do espírito, energia para suportar as dificuldades, os perigos; ânimo: O moral das tropas. Com moral alto. 3 Tudo o que diz respeito ao espírito ou à inteligência (por oposição ao que é material). M. cristã: a moralidade que em si contém os preceitos evangélicos. M. de funil: moral liberal e ampla para uns, mas restrita e apertada para outros. M. em ação: o ensino da moral através de exemplos. M. pública: designativo dos preceitos gerais de moral que devem ser observados por todos os membros da sociedade.

P.S.: A estória de Geni sempre me tocou profundamente, desde a primeira vez que a ouvi. O contraste entre valores, a total relatividade de "conceitos sociais" tão arraigados, a brutal fotografia do mundo do qual fazemos parte, tudo isso bateu em mim com uma força avassaladora. Isso aconteceu há muitos anos, mas, ainda hoje, diante de várias situações com as quais me deparo diariamente, me vem à cabeça, como se fosse um sussurro irônico: "Joga pedra na Geni!!!"

A letra da música pode ser encontrada aqui: www.vagalume.uol.com.br/chico-buarque/geni-e-o-zepelim.html

Me olhando pelo espelho

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Os espelhos

"O que é um espelho? Não existe a palavra espelho - só espelhos, pois um único é uma infinidade de espelhos.

Em algum lugar do mundo deve haver uma mina de espelhos? Não são preciso muitos para se ter a mina faiscante e sonambúlica: bastam dois, e um reflete o reflexo do que o outro refletiu, num tremor que se transmite em mensagem intensa e insistente ad infinitum, liquidez em que se pode mergulhar a mão fascinada e retirá-la escorrendo de reflexos, reflexos dessa dura água.

O que é um espelho? Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que no vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silêncios e silêncios.

Esse vazio cristalizado que tem dentro de si espaço para se ir para sempre sem parar: pois espelho é o espaço mais profundo que existe."

Clarice Lispector

Receita de ano novo

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"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Carlos Drummond Andrade

P.S.: O que posso desejar pra 2009? Paz no mundo? Felicidade geral da nação? Saúde? Prosperidade? Não... Eu acredito que nossa maior batalha é travada dentro de nós mesmos. Acredito também que nessa batalha não há vencedores e vencidos, apenas efeitos... bons... ruins... Portanto, o que tenho a desejar é que cada um de nós lute, sobreviva e... viva... viva 2009 !!!

Será mesmo preciso esperar a próxima vida?

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A minha próxima vida
Woody Allen

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás pra frente.

Começar morto para despachar logo esse assunto.

Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.

Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.

Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades.

Aí viro um bebê inocente até nascer.

Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois

- Voilà! - desapareço num orgasmo.

P.S.: Ao falar sobre si mesmo Woody Allen costuma repetir: “As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro).”

Eu, pessoalmente, adoro essa frase. Por quê? Não tenho cara de intelectual, meus filmes não perdem dinheiro, à medida que eles não existem. Mas, que as aparências enganam, enganam... rs.

Smile

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Já vi esse vídeo uma dezena de vezes. As reações são as mais diversas. Sorrisos, lágrimas, uma certa nostalgia, uma pueril alegria. Tudo depende das minhas constantes oscilações. Mas algo repetiu-se todas as vezes. Os vídeos de Chaplin me fazem sentir uma profunda ternura. As letras de Chaplin me trazem uma sensação de extrema familiaridade.

P.S.: Smile é uma de minhas músicas favoritas. Especialmente na voz de Madeleine Peyroux.

Sei lá

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Ultimamente, a vida anda correndo demais.

Decididamente, ela não dá o menor sinal de que vai diminuir o passo pra me acompanhar, muito menos de que prosseguirá sem mim. Não agora.

Sempre há a possibilidade dela me arrastar pelos braços. Talvez seja bem cômodo, embora isso possa me render alguns arranhões.

Acho que a opção mais adequada é começar a correr.

É nessas horas que penso que devia dormir mais, comer nas horas "certas", beber menos. Talvez eu tivesse mais fôlego. Não sei.

É a brisa gelada das madrugadas de boemia que me oxigena o corpo, a mente e ....

"Meu coração vagabundo, quer guardar o mundo em mim".

E a vida? Tem sempre razão, oras.

Enquanto isso, Vinícius, fiel companheiro, (en)canta...

Simples assim

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A verdade dividida

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A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

Carlos Drummond de Andrade

P.S.: Dessa vez vou me abster de quaisquer comentários. Por quê? Por serem exatamente essas as palavras que andaram povoando minha cabeça de vento por todo o dia, sem acréscimos, sem correções. Simples assim.

Quem sabe eu não toque?

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"Todo Carnaval tem seu fim

Todo dia um ninguém José
Acorda já deitado
Todo dia ainda de pé
O Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer
Raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com fé
De quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa
Porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você
Não liga se é usada
Todo carnaval tem seu fim
Todo carnaval tem seu fim
E é o fim
É o fim

Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz

Toda banda tem um tarol
Quem sabe eu não toco?
Todo o samba tem um refrão
Pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem
Acorda já deitado
Toda folha elege um alguém
Que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz"

P.S.: Não sei de quem é a letra dessa música. Quanto à voz, ainda estou decidindo se gosto mais de Maria Rita ou Los Hermanos.

Sempre gostei dessa música, da letra, da melodia. Mas, hoje especialmente, ela diz muito do que estou sentindo.

Nunca fui do tipo Pollyanna (daquelas que acreditam que o mundo é cor-de-rosa com bolinhas brancas), vejo o que está acontecendo, toda dureza, hipocrisia, injustiça, cinismo. Também me irrito com a corrupção que assola esse país, com a guerra civil não admitida, com essa mania irritante de pôr a culpa no sistema sempre que não sabem resolver um problema, com as operadoras de telemarketing e seu gerundismo, com tantas outras coisas mais...

Mas, optei (nem sei se é uma questão de opção) por não deixar que morra em mim um certo frescor que até eu, muitas vezes, acho despropositado. É isso, eu brinco de ser feliz. Não se engane, essa brincadeira não é de "cobra cega" (se é pra comparar comigo, melhor a cobra do que a cabra...rs), não há vendas, não há olhos fechados. Também não é "pique-esconde", tipo o mundo que se exploda enquanto fico aqui escondidinha.

Na verdade, é só uma questão de olhar, de postura, uma crença de que é possível passar pela lama sem ser "tragada" por ela. Sei que vou sujar os pés, talvez bem mais, mas não vou ficar parada esperando afundar até o último fio de cabelo. Até porque, o dia sempre insiste em nascer, com ou sem mim.

Enfim, se toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toque?

Conversa de domingo

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Perguntaram ao Dalai Lama: "O que mais te surpreende na Humanidade?"

Ele respondeu:

"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."

Não sei se foi a listinha, nem se foi a conversa sempre instigante, nem sempre indolor, ou se foi o domingo (ócio reflexivo), o fato é que me lembrei dessas palavras e as achei mais adequadas pra expressar no que andei pensando hoje do que minha verborragia (como diria melia) usual.

Por que vc só quer tocar o intangível? Por que quer o que não pode ser dado e nem percebe o que foi oferecido só a vc? Por que exige tanto? Por que se defende tanto? Por que reclama tanto? Por que apagou o caminho até aqui? Por que vive como se nunca tivesse vivido? Por quê?

Este eu queria ter escrito...

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"Minha Vida

Três paixões, simples mas irresistivelmente fortes, governaram minha vida: o desejo imenso do amor, a procura do conhecimento e a insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade. Essas paixões, como os fortes ventos, levaram-me de um lado para outro, em caminhos caprichosos, para além de um profundo oceano de angústias, chegando à beira do verdadeiro desespero.

Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase - êxtase tão grande que sacrificaria o resto de minha vida por umas poucas horas dessa alegria. Procurei-o, também, porque abranda a solidão - aquela terrível solidão em que uma consciência horrorizada observa, da margem do mundo, o insondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, finalmente, porque na união do amor vi, em mística miniatura, a visão prefigurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e, embora pudesse parecer bom demais para a vida humana, foi o que encontrei.

Com igual paixão busquei o conhecimento. Desejei compreender os corações dos homens. Desejei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender a força pitagórica pela qual o número se mantém acima do fluxo. Um pouco disso, não muito, encontrei.

Amor e conhecimento, até onde foram possíveis, conduziram-me aos caminhos do paraíso. Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Terra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desprotegidos - odiosa carga para seus filhos - e o mundo inteiro de solidão, pobreza e dor transformam em arremedo o que a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.

Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivida e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se a oportunidade me fosse oferecida."

Bertrand Russell