A cada dia mais me convenço de que a arte da comunicação depende muito mais do talento e boa vontade do ouvinte do que da eloqüência e da clareza daquele que tenta passar uma mensagem. Isso te parece absurdo? Bom, pode ser, essa é uma possibilidade sempre bem real quando se tratam dessas minhas "teorias". Mas, como sou teimosa, vou tentar te explicar de onde veio essa minha idéia, eu disse tentar, mas se você vai ou não me entender depende mais de você do que de mim. (Cômodo isso... rs.)
Bom, voltando a minha teoria de hoje, pensa bem. Quantas vezes você falou, exemplificou e argumentou de forma tão "eficiente" a ponto de tudo parecer absolutamente claro e até mesmo óbivo não só pra você, como pra outras pessoas? Mas aquela pessoa, exatamente aquela que você queria que, naquele momento, pudesse ver cada canto de sua mente, ela simplesmente não entendeu nada, ou pior, entendeu tudo da forma absolutamente contrária a que você gostaria.
Você poderia dizer que, na verdade, a incompetência foi daquele que não soube se expressar de forma clara, mas será mesmo que existe clareza suficiente quando a outra pessoa simplesmente não quer ou não pode te ouvir?
É meus caros, no fundo, acho que só ouvimos e entendemos o que estamos predispostos a receber, ainda que inconscientemente. Há que existir uma certa "química", sintonia talvez entre duas pessoas para que se entendam. Não parece óbvio que precisa haver um caminho que ligue emissor e receptor para que a mensagem chegue a seu destino?
Talvez, nesse momento, minha avó dissesse que "não é à toa que Deus nos deu dois ouvidos e uma só boca". Mas eu, que nem sou tão sábia, nem tão crédula, me limito a dizer que é por isso que sim, adoro falar, ser ouvida, perceber como é prazeroso conseguir exteriorizar e, assim, multiplicar algo que há um segundo era apenas uma idéia guardada numa dessas minhas gavetas interiores. Entretanto, o que tenho mesmo tentado com afinco exercitar é a capacidade de entender, ouvir com desprendimento, sem amarras e pré-concepções, entender o que o outro quer dizer, e não aquilo que eu gostaria ou esperaria ouvir. Tarefa fácil? rs... rs... E eu me proponho a realizar tarefas fáceis? Ô destino cruel... rs... rs.
AbsurdaMente
ABSURDA MENTE
ABSURDAMENTE INSANA
ABSURDAMENTE VELOZ
ABSURDAMENTE PROFANA
ABSURDAMENTE VORAZ
ABSOLUTA EM SUA IMPERFEIÇÃO
SURDA A QUALQUER IMPOSIÇÃO
MENTE POR PRAZER, MENTE POR PROFISSÃO
ABSURDA MENTE QUE ORA FESTEJA
ENTRE A LUA E AS ESTRELAS
ABSURDA MENTE QUE ORA RASTEJA
ENTRE A LAMA QUE COBRE A SARJETA
ABSURDAMENTE ATORMENTADA
INSATISFEITA, IMPRESSIONADA
TEM COMO SINA, COMO CILADA
DEIXAR MAIS UMA OBRA INACABADA
ABSURDAMENTE INSANA
ABSURDAMENTE VELOZ
ABSURDAMENTE PROFANA
ABSURDAMENTE VORAZ
ABSOLUTA EM SUA IMPERFEIÇÃO
SURDA A QUALQUER IMPOSIÇÃO
MENTE POR PRAZER, MENTE POR PROFISSÃO
ABSURDA MENTE QUE ORA FESTEJA
ENTRE A LUA E AS ESTRELAS
ABSURDA MENTE QUE ORA RASTEJA
ENTRE A LAMA QUE COBRE A SARJETA
ABSURDAMENTE ATORMENTADA
INSATISFEITA, IMPRESSIONADA
TEM COMO SINA, COMO CILADA
DEIXAR MAIS UMA OBRA INACABADA
Mulheres-fruta
Estava vendo um programa desses de fofocas (ah está certo, sei que estou sabotando minha própria imagem com essa revelação, mas relações públicas nunca foi mesmo meu forte... rs), voltando ao assunto, estava vendo o tal programa e de repente percebi um fato de "extrema relevância": o mundo das celebridades instantâneas foi invadido por ... por... mutantes, as mulheres-fruta !!! Isso mesmo que você leu, FRUTAS.
Vi cinco matérias do programa, cujos temas foram: 1. mulher melancia lança revista masculina; 2. atriz leva filho à praia; 3. ator encontra amigos num barzinho pra assistir pela tv o jogo do seu time de futebol; 4. mulher melão tira fotos com ex-ator de filme pornô; 5. atriz recém-separada é vista saindo de festa de lançamento da novela das oito com moreno desconhecido.
Tenho que admitir que antes de perceber a história das mulheres-frutas, percebi outros detalhes relativos às matérias que, aliás, me causaram alguns questionamentos: "O que tem de extraordinário no fato de que uma atriz vai à praia com seu filho?" (fora o protetor solar dela é claro, com uma pele daquelas achei que ela vivesse numa bolha); "Homens gostam de ver jogos de futebol, mais ainda em barzinho com os amigos, alguma novidade?"; "Ainda existe novela das oito?" (fico pensando que daqui a um tempo a novela, que antes passava no horário nobre das 8 horas, passará no meio das madrugadas: censura ou excesso de violência, sexo, etc, etc, etc?); e, finalmente, "Que tipo de enfermidade psicológica eu tinha para estar ali alimentando a indústria da fofoca?".
Você já deve imaginar que passei longos minutos refletindo acerca disso tudo, principalmente a respeito de meu recém-descoberto sadismo (admito que já desconfiava, mas era só uma leve desconfiança).
Mas, voltemos às mutantes. Imagino que você já deva ter percebido a invasão das frutas ao mundo das celebridades instantâneas. Mulher melancia, jaca, melão, moranguinho... aff... haja vitamina, silicoce, "abundância" e frases de efeito. Que efeito? Parafraseando Copélia, "prefiro não comentar"... rs.
Já percebeu o quanto essas "frutas" são parecidas? Cabelos negros e esticados, vozes peculiares, discurso na ponta da língua ("meu sonho é ser famosa") e generosas (exageradas até) curvas. E pasmem, nessa parte das curvas e medidas exageradas, acho que a invasão das frutas veio a calhar.
Ora, há bem pouco tempo, a imprensa nos bombardeava com notícias de jovens anoréxicas morrendo de inanição, é só olhar pro lado e veremos milhares de garotas tentando ser tão absurdamente magras quanto às modelos, a cada dia os braços e pernas das próprias atrizes de tv vão ficando mais finos. Padrões que convenhamos nada têm a ver com o tipo físico e psicológico de um povo de excessos como o brasileiro, cheio de curvas, mesa farta e cerveja.
Agora, aparecem as quase gordas (pros padrões atuais) mulheres-fruta, esbanjando curvas, medidas, espontaneidade e falta de compromisso com uma aparência "cool", "in" (só pra usar expressões desse mundo "fashion"... rs).
Não esqueci que elas também não têm muito compromisso com a gramática, boa dicção, clareza, nem estou querendo dizer que acho que deveriam servir de exemplo pra qualquer adolescente, muito menos que me orgulho desse novo estereótipo feminino (ou seria vegetal?).
O que quero dizer é que esse mundo de celebridades de 5 minutos não se propõe mesmo a educar, servir de modelo, conscientização, trata-se de entretenimento, não de meia dúzia de letrados, mas de entretenimento de massa, da população em geral. E você tem que convir que essa tranformação do mundo das celebridades tupiniquins em uma verdadeira quitanda é, no mínimo, divertida. Ademais, a feira livre é ambiente mais familiar a nossa esmagadora maioria que passarelas cheias de mulheres esquálidas, eretas e com olhar de paisagem.
Portanto, admito que não agüento mesmo ouvir mais que 10 minutos de uma entrevista da mulher moranguinho, também admito que, na minha humilde opinião, o corpo da mulher melancia está mais pra estranho que pra escultural. Na verdade, feira livre não é mesmo meu habitat natural. Mas, como meu nutricionista vive repetindo, as frutas têm lá seu encanto (rs)!!!
Vi cinco matérias do programa, cujos temas foram: 1. mulher melancia lança revista masculina; 2. atriz leva filho à praia; 3. ator encontra amigos num barzinho pra assistir pela tv o jogo do seu time de futebol; 4. mulher melão tira fotos com ex-ator de filme pornô; 5. atriz recém-separada é vista saindo de festa de lançamento da novela das oito com moreno desconhecido.
Tenho que admitir que antes de perceber a história das mulheres-frutas, percebi outros detalhes relativos às matérias que, aliás, me causaram alguns questionamentos: "O que tem de extraordinário no fato de que uma atriz vai à praia com seu filho?" (fora o protetor solar dela é claro, com uma pele daquelas achei que ela vivesse numa bolha); "Homens gostam de ver jogos de futebol, mais ainda em barzinho com os amigos, alguma novidade?"; "Ainda existe novela das oito?" (fico pensando que daqui a um tempo a novela, que antes passava no horário nobre das 8 horas, passará no meio das madrugadas: censura ou excesso de violência, sexo, etc, etc, etc?); e, finalmente, "Que tipo de enfermidade psicológica eu tinha para estar ali alimentando a indústria da fofoca?".
Você já deve imaginar que passei longos minutos refletindo acerca disso tudo, principalmente a respeito de meu recém-descoberto sadismo (admito que já desconfiava, mas era só uma leve desconfiança).
Mas, voltemos às mutantes. Imagino que você já deva ter percebido a invasão das frutas ao mundo das celebridades instantâneas. Mulher melancia, jaca, melão, moranguinho... aff... haja vitamina, silicoce, "abundância" e frases de efeito. Que efeito? Parafraseando Copélia, "prefiro não comentar"... rs.
Já percebeu o quanto essas "frutas" são parecidas? Cabelos negros e esticados, vozes peculiares, discurso na ponta da língua ("meu sonho é ser famosa") e generosas (exageradas até) curvas. E pasmem, nessa parte das curvas e medidas exageradas, acho que a invasão das frutas veio a calhar.
Ora, há bem pouco tempo, a imprensa nos bombardeava com notícias de jovens anoréxicas morrendo de inanição, é só olhar pro lado e veremos milhares de garotas tentando ser tão absurdamente magras quanto às modelos, a cada dia os braços e pernas das próprias atrizes de tv vão ficando mais finos. Padrões que convenhamos nada têm a ver com o tipo físico e psicológico de um povo de excessos como o brasileiro, cheio de curvas, mesa farta e cerveja.
Agora, aparecem as quase gordas (pros padrões atuais) mulheres-fruta, esbanjando curvas, medidas, espontaneidade e falta de compromisso com uma aparência "cool", "in" (só pra usar expressões desse mundo "fashion"... rs).
Não esqueci que elas também não têm muito compromisso com a gramática, boa dicção, clareza, nem estou querendo dizer que acho que deveriam servir de exemplo pra qualquer adolescente, muito menos que me orgulho desse novo estereótipo feminino (ou seria vegetal?).
O que quero dizer é que esse mundo de celebridades de 5 minutos não se propõe mesmo a educar, servir de modelo, conscientização, trata-se de entretenimento, não de meia dúzia de letrados, mas de entretenimento de massa, da população em geral. E você tem que convir que essa tranformação do mundo das celebridades tupiniquins em uma verdadeira quitanda é, no mínimo, divertida. Ademais, a feira livre é ambiente mais familiar a nossa esmagadora maioria que passarelas cheias de mulheres esquálidas, eretas e com olhar de paisagem.
Portanto, admito que não agüento mesmo ouvir mais que 10 minutos de uma entrevista da mulher moranguinho, também admito que, na minha humilde opinião, o corpo da mulher melancia está mais pra estranho que pra escultural. Na verdade, feira livre não é mesmo meu habitat natural. Mas, como meu nutricionista vive repetindo, as frutas têm lá seu encanto (rs)!!!
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