Repassado

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Continuando a série "descobertas na casa da mamãe", hoje me deparei com duas caixas onde foram guardados todos os meus "restos mortais" (ou seriam "vitais"?). Cartas, poemas rabiscados em pedaços de papel, guardanapos, fotos, postais...

Tive a nítida sensação de estar me lendo, lendo quem fui, "as várias existências pelas quais passei até chegar a essa", parafraseando um cara qualquer (ô mania de roubar idéias alheias...rs).

Senti-me cúmplice de mim mesma, solidária às minhas dores de outrora, chorei as mesmas lágrimas, mas agora era como se estivesse chorando por uma dor que não é mais minha, dor de alguém muito próximo, muito querido.

Não pense que foi uma experiência dolorosa, também ri muito, ri de mim e ri pra mim. Além de me sentir uma privilegiada. Fato: sempre estive rodeada por pessoas incríveis.

Enfim, me deu um gosto de passado na boca, e pasmem, esse gosto é doce, agradável... Está certo, pode ser que algumas coisas não sejam digeridas com facilidade, mas, como já disse num post anterior, nada que um bom antiácido não resolva...rs.

Mas, o maior "achado" dessa "expedição à selva" foi o meu caderno de poesias. Fofo !!! Poemas escritos aos 10, 11, 12 anos. Embora, fofo não seja um termo adequado pra falar de uma menina de 10 anos que escreve um poema que acaba num suicídio... rs... vai entender... rs.

O fato é que, aos poucos, vou passar pro blog umas poesias "garimpadas" no meu caderninho (algumas são sofríveis...rs). E aí vai a primeira, que nem é tão antiga...

7 comentários:

Paulinho, o Panda disse...

Me fez lembrar d um caderno q comecei a escrever uma vez d histórias... escrevi apenas uma, e desisti... oq bem me lembro é q tinha uns 8 ou 9 anos d idade e q havia escrito "simitério"... me pergunto se minha raiva e preocupação qnto à gramática é resultante disso...

Ah sim, olá p/ vc.

Melia Azedarach L. disse...

Comentei a poesia, falta comentar o texto.
Nós três, você paulo e eu, como eu disse no meu texto estamos deveras "infantis", mas no bom sentido...
Espero que também goste do meu texto.
Ah, claro, todos os três correndo com suas devidas moedinhas para as maquininhas de chicletes, o meu eu quero azul calcinha por favor.

Ah, querida, mesmo fazendo tantas piadas, tenho algo a dizer, to pior ainda do que estava, nariz escorrendo igual criancinha que perdeu um docinho na areia do parquinho.

To pior do que com o primeiro amor, aquele que faz vc escrever poesias falando de coisas péssimas lembrando dele.

To parecendo uma encalhada, com vestido e meias, ouvindo música de fossa.

Mas eu te digo que o primeiro passo para o esquecimento é admitir que temos que fazê-lo.
Eu to quase lá (eu acho).

Beijos querida!

Ana K. disse...

é sempre tempo de recordar e me valendo do clichê que tanto vc gosta: "recordar é viver, então viva!"
que sejam boas as lembranças e se não forem tanto assim que tragam algum aprendizado e nos faça crescer emocionalmente.
Pois é ruim viver qualquer coisa que não te sirva de nada, mas a vida não tem que ter explicações óbvias. eu com essa manina de querer ter resposta pra tudo estou ficando mais na "querência" porque poucas respostas são tão plausíveis e menos ainda as que eu me conforme em aceitá-las.
mas enfim é como sempre digo: é sempre tempo de quebrar paradigmas e penso sempre em quebrar os maus resolvidos, os maus entendidos, os que não convencem e os que incomodam mesmo! bjs e até breve

La Critique disse...

Helena... esotu muuito chateado com aquela sala. Às vezes penso: tudo que é demais passa, e ela passou pra mim. Se eu entrar lá mais uma vez e me sentir assim angustiado... Sei não. Só me sinto bem quando vocês estão lá. É que não tenho limites, e nem paciência. Devia era sair assim que vocês saissem também etende?
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POst, vamos ao que interessa, curta e grossamente.

Nostalgia não me traz alegria. Não gosto do passado.

O tempo do passado está em outro tempo, lembrando de nós dois, em um instante que não pára... Viver é um livro de esquecimento!

bjs

Dos Santos disse...

Ora, ora, não perdeu por esperar... Na verdade não vai ganhar muito tb, mas às vezes não atrapalhar já é uma bela ajuda, não é?
Indo ao que importa: Essa identificação, ou melhor, reencontro com seus momentos desde criança é mesmo marcante, de se emocionar, refletir, rir, respirar fundo... Como tenho uma bagunça nos meus armários e gavetas, vivo me deparando com coisas do passado, recente e bem mais antigo, e entendo o que vc sente, ou ao menos tenho a impressão que entendo... Vejo provas do ensino fundamental, desenhos horríveis (definitivamente arte não é meu forte), fotos de um gordinho q já nem conheço mais direito... (ainda bem que cresci, rsrs)... Mais importante que a questão estética é a evolução em todas nossas vidas. Os caminhos percorridos e as conquistas ano a ano, período a período, são mostra do que somos capazes, nossos potenciais e claro, das oportunidades as quais tivemos acesso.
Tenho o mesmo paladar que o seu ao sentir o gosto doce destes pedaços da nossa história. Aliás, pensei nessa semana em organizar um dos armários, mas perco tanto tempo relendo e revendo coisas tão “insignificantes” que eu levaria muitos dias... Faço então aos poucos. Quase tão pouco ao ponto da bagunça gerada ser superior à organizada... Mas posso dar uma desculpa: Estou criando uma bela história pro meu futuro!
Beijos

Anônimo disse...

viva aos pedaços do passado que te fazem o hoje ser mais interessante!
Quanto aos poeminhas do passado..rs
nao sei se estamos no mesmo "pai ó" rs.. mais.. os meus terminavam em quase mesmo tom.. mortes..

Abraço

Anônimo disse...

Só assinando o comentário acima.
esqueci..rs

Zun