Nada menos do que tudo

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Hoje eu quero o nada

Quero o silêncio de quarto vazio
Quero a distância de estrela adormecida
Quero o esquecimento de terreno baldio

Quero o entorpecimento do embriagado
Quero o ócio do dia de folga
Quero o abandono do órfão rejeitado

Desleixo, desapego, desemprego
Despretensão, desligamento, demissão

Oh, tola que sou
Não percebi, contudo,
Que o nada intangível, impossível
Não é nada menos do que tudo

5 comentários:

Ana Karenina disse...

hum, muito bem poeta helena, percebi mesmo a sua "querência pelo nada" e fiquei até com vergonha depois por não ter entendido ele e de ter feito você quebrar o teu silêncio e forçosamente desequilibrar a sua paz.
confesso que não me acostumei ainda com o silêncio alheio, e vejo cada dia que passa o quanto é importante se respeitar a liberdade do outro de ouvir, falar e silenciar, simples assim.
eu não percebo bem o que o silencio quer dizer, minha lerdeza típica não permite sabê-lo. eu não sei o que significa o nada, nem o eco, só sei que ele me pertuba. eu fico almejando ele nas horas de sono, mas nem sempre o despertar lá fora segue minha sintonia me obrigando a aceitar o romper do silencio.
eu nunca fico totalmente silenciosa dentro de mim se não estou falando estou pensando e virse-versa. quisera eu não pensar em nada ruim, não sentir nada de ruim, mas como você mesmo diz: o nada é o tudo, mas pra mim o nada é o tudo que faltava pra mim agora. bjs

Anônimo disse...

Vc não ta querendo demais nao?
rs
quem quer tudo não tem nada. Uma vez eu ouvi por ai...rsrsrs

não vai ficar com raiva em?
só um comentáriozinho do dono do riso sardonico..rsrsrs

Abraços

La Critique disse...

Quero o ano sabático...

Matheus Pedroza disse...

porra!!!!!!!!!
relamente nem tinha visto esse post
devemos mesmo estar ligados por algo alem daquilo que a gente consegue ver

bjaoooo

Anônimo disse...

e tudo é igual a nada....rs

zun