Meu querido diário

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Vivo explicando que meu blog não é um diário. Também não é só ficção. Na verdade, isso aqui é uma sopa, tem de tudo um pouco. Uma sopa de letras. E nem pense na dieta da sopa.

Voltando ao assunto. O blog não é um diário. Mas, como eu não tenho muito problema em parecer contraditória, hoje o post poderia muito bem começar com o bom e velho "meu querido diário".

Sério, hoje o post é um desabafo. Melhor escrever que bater com a cara na porta, não é? Está bem, forcei, não bateria a cara na porta, flagelos com chicote também estão fora de cogitação. Então, melhor desabafar aqui, me xingar e encher a paciência de vocês.

Perdi meu celular. Ou melhor, perdi mais um celular. Perder coisas é algo recorrente na minha vida. Quando as pessoas brincam "se a cabeça não estivesse grudada você a perderia", chego mesmo a pensar "talvez sim". Esqueço as coisas nos lugares, esqueço nomes, rostos, esqueço até de mim mesma.

Mas, a história dos celulares é mais séria. Detesto celular !!! Detesto ficar horas procurando o telefone perdido dentro da bolsa, berrando, enquanto as pessoas em volta me olham com aquela cara de "será mesmo que ela não consegue achar uma coisa que grita e vibra dentro de sua própria bolsa?". Detesto a mania das pessoas te ligarem mil vezes até que você atenda. Se não atendi nas três primeiras vezes, deve ser por que não pude, não é óbvio isso? Detesto ainda mais aquela perguntinha básica "Onde você está?". Oras, cadê o respeito à privacidade alheia? Por que não simplesmente perguntar "Pode falar agora?" ou "Estou atrapalhando?"? Ou nem perguntar nada, se a pessoa te atendeu é porque pode falar, não é?

Bom, voltando ao celular. Numa dessas minhas temporadas na casa dos meus pais, perdi o telefone. Tive que comprar logo outro. Meus clientes já estavam tendo uma síncope nervosa, por não conseguir falar comigo. Qualquer dia vou explicar a relação (insana) dos meus clientes com o telefone.

Uns dias depois de comprar o celular novo, minha mãe me liga e diz que encontrou o meu. Mas, como já tinha comprado outro e ter dois celulares nem pensar (tortura dupla já é masoquismo demais), dei o telefone velho de presente. O que acontece agora?

Perco o celular novo. E eu nem tinha acabado de pagar !!! Aliás, tinha acabado de pagar a segunda (SEGUNDA) prestação. Pensando bem, eu mereço mesmo a "portada na cara", quanto ao chicote é muito sado-maso pro meu gosto.

Querem saber do que mais? Maior que minha irritação por ter perdido um celular que nem paguei, é a raiva de me saber obrigada a comprar mais um obejto de tortura. A cada novo celular me lembro de que não sou bem eu que mando nessa espelunca aqui (espelunca=minha linda vida).

Preciso trabalhar. Preciso estar em contato com o mundo o tempo todo. Preciso de uma porcaria de um celular novo. Preciso parar de perder as coisas. E isso é uma missão tão importante quanto impossível !!!

4 comentários:

Ana Karenina disse...

olha ai a blogoterapia funcionando hein, pelo menos esta vc não precisa pagar, de graça, ao alcance dos dedos e ainda com a recompensa de ter os amigos pra te lembrar: "oh mulherzinha distraída" insana? não, jamais, insanidade é de quem inventou a peste do celular, destesto e adoro, detesto quando ele toca no buzú cheio(onibus cheio) e adoro quando ele esta bem longe de mim rs.
no seu caso nao teu jeito como diz um amigo meu: without solution (sem solução), ah mas por favor, esmurre o teclado e pratique blogoterapia, mas não amasse o seu rostinho nem sua cabecinha linda. pense: "gastar no pitanguy vai sair mais caro que o celular" rs bjs
perdoe meu comentario insano e distraidamente louco. rs

Melia Azedarach L. disse...

Eu nunca perdo o celular, por que simplesmente o deixo em casa sempre, mas eu sei que um dia precisarei dele sempre, por que hoje em dia quem trabalha precisa dessa joça 24h por dia, aliás no teu trabalho precisa ainda mais.E quanto a seus clientes com a relação insana com o celular, eu os vejo mais como insamente necessitados de qualquer consolo de que as coisas vão dar certo.Já disse que você é quase uma psicóloga...
Enfim, eu infelizmente sei como você se sente diante essa porcaria que te coloca em contato com o mundo.
Como eu sempre digo: um dia eu jogo o micro pela janela, estouro o celular ai na rua e vou morar numa casinha de madeira no meio do nada (extremismos a parte).

É isso, acho que vou postar algo novo agora, não sei, enfim, lá vou eu (ainda eletrica pelo café).

Beijos!

a má estrela disse...

ahh querida,ta decidido,vou fazer um seguro pra vc,não antifurto,mas um que cubra todas aquelas coisas que "só acontecem comigo" e que a maledetta garantia não cobre... perda,quedas,acidentes atmosféricos e se vc quiser posso até prevenir possiveis irritações incluindo no contrato que uma proteção adicional caso ele caia no vaso sanitario... nunca se sabe quando teremos nosso momento "desastrado" não é? rss

Brincadeira,mas mudando de assunto,vc sabe que perder a cabeça por um bom motivo é bastante interessante... rs

Mas voltando ao assunto celulares,tbm os odeio,especialmente depois que o meu tem se tornado a forma como os meus clientes me despertam logo cedo pra me fazer trabalhar...rsrs as vezes penso naquela cena do escravo movido a chibatadas...rs
Pois bem amore,me voy,ainda to morrenndo de sono,mas coincidentemente já me ligaram no celular requisitando meus préstimos... faz como eu,pensa que algum dia vc ainda irá ganhar um premio nobel por serviços prestados à humanidade...rs ainda assim,não vejo a hora de dormir mais um pouco.. rs

bjin querida,saudade de comentar aqui...
adoro vc

Zunnnn disse...

rsrsrs..
por falar mesmo..
onde vc tava que te liguei mil vezes?
rsrsrs
queria dar essa risadinha quando vc ainda tava brava..rs.rs